quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Workshop: Animar ou liderar?


No fim-de-semana passado o JMC Norte esteve recheado de actividades para
realizar!

O aniversário do Instituto dos Missionários da Consolata, a preparação para
a Peregrinação da Família Missionária da Consolata, a realização do Projecto
do Grupo Pastoral, ou seja, o voluntariado a uma Instituição que acolhe
crianças e o workshop cujo o tema era: "Animar ou liderar?".

E por falar nisso, alguém sabe o que é ser animador? E o que é um líder? Ou
será a mesma coisa?

Este workshop foi muito enriquecedor, pois o Luís, o jovem que nos deu umas
"luzes" sobre este tema, começou por definir o perfil de um Animador, as
suas responsabilidades. A seguir o Padre Maurício pegou nisso e passou para
o ponto de vista Cristão, ou seja, a diferença entre o chefe e um líder, os
estilos de liderança, Jesus como líder.

Após um lanche partilhado e trabalhos de grupo, foi lançada a pergunta: Qual
é a diferença entre Animar ou Liderar?

Foram várias as respostas que se debateram, desde: "as duas se completam",
"um animador não consegue liderar, mas um líder consegue animar", "o
animador e o líder têm características que podem ser iguais, mas não são a
mesma coisa", "um animador pode ser qualquer um, agora um líder busca
ideais, já nasce assim", "um animador gere a vida, esforça-se por o ser; o
líder é aquele que conduz, inspira confiança, autoridade/presença".

Depois deste debate, o Padre Maurício deu-nos a resposta: "Ser Animador ou
Líder de Grupo, é a mesma coisa. Um bom animador de grupo tem de ter as
características de um líder Cristão. Aquele que serve, escuta, observa, não
aquele que nasce com a dom de líder, e claro ter espírito de animador. (…)
Animar ou liderar vão unidos (lidership Cristão). Quem manda é quem serve
para um grupo concreto. (…) Todos nós devemos ser animadores, porque somos
Cristãos. Somos nós que transmitimos a força e a alegria, devemos cultivar
constantemente.".

Uma das ferramentas em ter em consideração para uma boa liderança é a Arte
de saber Comunicar e isto foi-nos explicado através de uma dinâmica.

Logo a seguir, a nossa Jornalista (que toda a gente conhece), a Lucília,
também nos ajudou a compreender melhor este ponto, com a sua opinião:
"Podemos comunicar sem palavras. (…) O silêncio também é comunicação. (…)"
salientou-se que o problema da comunicação é fazermos sempre o mesmo caminho
e não partir para outros, para chegar a um fim. O não saber comunicar com os
outros, leva a que eles percebam coisas diferentes. Temos que cuidar dos
detalhes enquanto se comunica (o barulho na comunicação). Conhecer o
contexto e dar a conhecer aos outros do que se está a falar(…).

Chegamos ao fim das 5 horas com a dinâmica de despedida: "Quem sou eu", pois
nós tínhamos começado com a dinâmica de apresentação: "Como sou eu".

Sofia Carvalho, JMC Águas Santas

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Olhares

Na necessidade de uma maior abertura do grupo à actualidade dos jovens, surgiu a iniciativa de ser realizado um inquérito a todos os JMC’s intitulado simplesmente por “Olhares”. Não tardaram a surgir dezenas de folhas com respostas provenientes dos três centros (algumas delas que nos deixaram seriamente orgulhosos) às mais variadas questões contemporâneas, desde o casamento gay ao aborto, seguidas da percepção do papel da Igreja junto dos jovens (e dos jovens junto da Igreja), até ao sentimento da missão da Consolata no crescimento dos jovens que esta acolhe no JMC.
Deste modo, e porque o “trabalho dignifica a pessoa humana”, como dizia uma das questões do inquérito “Olhares”, foi dado o passo seguinte: os representantes dos vários centros do JMC juntaram-se em Águas Santas no passado Sábado, dia 31 de Janeiro, a fim de realizar uma busca intensiva dos denominadores comuns nas respostas dos jovens: as suas dúvidas, preocupações, vontades e ideias, tudo para que no final se consiga elaborar um texto, documento importante que vai deixar transparecer um “OLHAR” comum e actual dos jovens acerca do mundo em que estão inseridos. Com esta iniciativa e devido à colaboração de todos os JMC’s (desde já, muito obrigado) será assim possível a realização de um importante projecto a nível nacional.

Soraya Vicente

Geração rasca!

Quem criou a expressão "geração rasca" - expressão que eu sempre contestei - para se referir aos jovens de hoje, talvez estivesse a pensar neste tipo de jovens (leiam a noticia do Púbico) que , perto de Roma, queimaram um imigrante indiano "por diversão".
Em casos como este, até eu tenho dificuldades em não concordar com a dita expressão. É lamentável e, sobretudo, absolutamente condenável.
Penso que não será dificil ter uma opinião sobre acontecimentos como este. O que vocês acham?

A. Brás