Ao ler os dados actualizados sobre a Igreja Católica em Portugal, trazidos à luz do dia pelo último número do Anuário Católico - e aqui noticiados pelo Público -, a primeira tentação seria a de debitar o cenário da realidade eclesial que ali nos é apresentada à tão propagada crise actual, que afecta tudo e todos. Mas não! Esta crise vem de longe e talvez seja mais profunda.
Preocupa, de modo especial, a constatação da diminuição acentuada do número de sacerdotes. A cada dois que morrem apenas um é ordenado. E preocupa mais ainda se tivermos em conta que, dizem os números, 88,10% dos portugueses se dizem católicos. Ora, como é que uma percentagem tão grande de católicos pode gerar tão poucos seguidores de Jesus? Daqueles que se entreguem a trabalhar Ad Vitam, a templo pleno e por toda a vida, na sua messe? "A messe é grande mas os trabalhadores são poucos" (Lc 10, 1-9) Uma Igreja viva é uma Igreja que gera servidores. E uma pastoral, qualquer que ela seja, que não seja vocacional, não é verdadeira pastoral.
Obviamente que os número ali relatados devem ser interpretados. E - não tenhamos dúvidas - haverá interpretações, a começar por esta, para todos os gostos, que tentarão explicar cada tendência, cada número. Mas o mais importante é reflectir, analisar, debater... Afinal, são números que falam. E muito!
Pensar e reflectir sobre isto em plena Sexta-Feira Santa, olhando para o Cristo desfigurado na Cruz, deve levar-nos a reflectir no mesmo Cristo, tantas vezes desfigurado por estes 88,10% de portugueses que n'Ele dizemos acreditar mas que, possivelmente, sem o sentido e sem o mistério da cruz., como tronco aberto para a Vida. E, convenhamos, falta Vida na sociedade na Igreja.
E tu, o que pensas?
A. Brás
Preocupa, de modo especial, a constatação da diminuição acentuada do número de sacerdotes. A cada dois que morrem apenas um é ordenado. E preocupa mais ainda se tivermos em conta que, dizem os números, 88,10% dos portugueses se dizem católicos. Ora, como é que uma percentagem tão grande de católicos pode gerar tão poucos seguidores de Jesus? Daqueles que se entreguem a trabalhar Ad Vitam, a templo pleno e por toda a vida, na sua messe? "A messe é grande mas os trabalhadores são poucos" (Lc 10, 1-9) Uma Igreja viva é uma Igreja que gera servidores. E uma pastoral, qualquer que ela seja, que não seja vocacional, não é verdadeira pastoral.
Obviamente que os número ali relatados devem ser interpretados. E - não tenhamos dúvidas - haverá interpretações, a começar por esta, para todos os gostos, que tentarão explicar cada tendência, cada número. Mas o mais importante é reflectir, analisar, debater... Afinal, são números que falam. E muito!
Pensar e reflectir sobre isto em plena Sexta-Feira Santa, olhando para o Cristo desfigurado na Cruz, deve levar-nos a reflectir no mesmo Cristo, tantas vezes desfigurado por estes 88,10% de portugueses que n'Ele dizemos acreditar mas que, possivelmente, sem o sentido e sem o mistério da cruz., como tronco aberto para a Vida. E, convenhamos, falta Vida na sociedade na Igreja.
E tu, o que pensas?
A. Brás

