
Hoje, a meio de uma conversa, uma colega minha disse ter visto na tv uma notícia sobre "vocações online". Isto é, que a Igreja andava à procura de vocações online no myspace.É claro que a conversa foi em tom de brincadeira mas o assunto ficou a remoer.Assim que pude fui ao "amigo" Google e encontrei :)De facto, para a semana das vocações - que está a decorrer até dia 3 de Maio - houve alguém que teve a feliz ideia de colocar, no myspace, uma página a sensibilizar os jovens para a vida religiosa.Está discreta e chamativa. Gostei. Principalmente pelo facto de, ao contrário do que muitos possam dizer, a Igreja é actual e está actualizada, sabe o que os jovens querem e por onde andam.Outro aspecto positivo foi ter notado que a página está a despertar interesse... se sai dali alguma vocação, só Deus o sabe :)Só para matar a curiosidade (ou algo mais...).Olly
Famoso - não só mas também -, por se ajoelhar antes das batalhas, o "Santo Condestável" vai ser canonizado, por Bento XVI, hoje, em Roma.Frei Nuno de Santa Maria torna-se no oitavo santo português desde a fundação da nacionalidade. A última portuguesa a ser proclamada santa foi Beatriz da Silva, que viveu entre cerca de 1426 e 1492, tendo fundado a congregação da Imaculada Conceição. A lista dos restantes portugueses canonizados pela Igreja Católica inclui São Teotónio, Santo António, a Rainha Santa Isabel, João de Deus, Gonçalo Garcia e João de Brito. É possível conciliar a vida de militar com uma vida doada a Deus? Nuno Álvares Pereira provou que sim. Já nos últimos anos da sua vida renunciou a títulos e bens e professou nos carmelitas, entrando no Convento do Carmo.Tinha faceta militar? Sim! Possivelmente, esta canonização, contestada por alguns, já não vem ao encontro do modelo de santidade que se quer hoje; porém, cada época gera os seus seguidores do Jesus.No fundo, no fundo ... o que interessa é o Amor!A. Brás
Democracia, descolonização, desenvolvimento. Três desafios lançados pelos que fizeram o 25 de Abril de 1974. E já lá vão 35 anos.
Hoje, a palavra que mais se relaciona com esta data: a Liberdade. O símbolo: o cravo vermelho.
Até há uns anos atrás parecia tabu falar desta data. Talvez hoje sejamos isso mesmo: mais livres para opinar, para nos expressarmos (liberdade de expressão, na rua e nos Media) e de nos exprimirmos (manifestar emoções, sentimentos,…).
Sei que o público-alvo deste blog, os jovens (ainda que o CJovem não seja lido somente por esta faixa etária), que agora me lêem, nem sequer eram nascidos nessa data. Mas podem imaginar como era viver naquele tempo. Está tudo muito bem documentado.
Chamou-me a atenção o número desta semana da revista Visão. Traz na capa a manchete “Edição CENSURADA!” e, no interior, os textos trazem, quase todos eles, um enorme X de cor azul. O famoso lápis azul da censura. É sintomático!
Caros jovens. Vocês são os meus irmãos mais novos do 25 de Abril. Eu era uma criança naquela data, ingénua e inocente, e não percebia patavina do que se passava na altura. Mas lembro-me que o comportamento das pessoas era como o de um pássaro a quem acabavam de abrir a janela da gaiola. Lembro-me de trautear - muito inocentemente -, por semanas fio, a canção “Uma gaivota voava, voava”.
E pleno 2009, 35 anos depois, o 25 de Abril, com o que tinha de sonho, de utopia, de um certo profetismo, está, em parte, por cumprir. Ficou muita coisa boa no tinteiro.
A história é mestra, a história é cíclica. Por isso, devemos lê-la, interpretá-la e dela tirar lições. Queremos, hoje, jovens que façam a diferença. Também no campo politico e social, e não apenas no religioso. “Não somos do mundo”, mas foi a este mundo que Deus enviou o seu Filho, porque é nele que vivemos. Não queremos jovens alienados, desencarnados. Não tenham medo de Abril. Nós também somos Abril.
Não faço aqui (mais) juízos de valor. Provocados pelo que aqui escrevi ou por qualquer outra coisa, fica o desafio para usarem a vossa LIBERDADE no espaço dos comentários.
A. Brás