segunda-feira, 27 de julho de 2009

A arte de comunicar

Comunicar é uma arte. A mensagem transmitida, nem sempre corresponde ao que realmente o mensageiro quis dizer. O 'como' se diz interfere directa ou indirectamente no impacto que possa ter e na interpretação que dessa mesma mensagem se possa fazer.

É verdadeiramente sábia a conhecida estória árabe que diz que, certa noite, um sultão (príncipe poderoso) sonhou que tinha perdido todos os seus dentes. Logo que se despertou, mandou chamar um adivinho para que interpretasse o seu sonho.
- Que desgraça, senhor! Exclamou o adivinho. Cada dente caído representa a perda de um parente de vossa majestade!
- Mas que insolente, gritou o sultão, enfurecido. Como te atreves a dizer semelhante coisa? Fora daqui!
Chamou os guardas e ordenou que lhe dessem cem açoites. Mandou que trouxessem outro adivinho e contou-lhe o sonho.
- Este, após ouvir o sultão com atenção, disse-lhe: Excelso senhor, grande felicidade vos está reservada! O sonho significa que haveis de sobreviver a todos os vossos parentes.
A fisionomia do sultão iluminou-se num sorriso, e ele mandou dar cem moedas de ouro ao segundo adivinho. E quando este saía do palácio, um dos presentes disse-lhe, admirado:
- Não é possível! A interpretação que fizeste foi semelhante à do teu colega. Não entendo porque ao primeiro ele pagou com cem açoites e a ti com cem moedas de ouro.
Respondeu o adivinho:
- Lembra-te, meu amigo, que tudo depende da maneira de dizer as coisas.

Aprender a arte de comunicar é, sem dúvida, para todos, um verdadeiro desafio. Aos problemas da comunicação podemos frequentemente atribuir mil e um mal entendidos, que podem gerar emoções e sentimentos contrários. A opção pela paz ou a declaração de uma guerra facilmente podem ser atribuídas a más interpretação de palavras ou ordens ditas ou mal ditas!
"A verdade vos fará livres", certo!, mas não basta comunicar a verdade, há que o saber fazer.
Comunicar é uma arte. E de difícil aprendizagem. É de sábios!


A. Brás

domingo, 26 de julho de 2009

"Dai-lhes vós mesmos de comer"

A nossa participação eucarística exige o compromisso com uma visão social baseada na partilha e não na acumulação dos bens necessários para a vida. É claro que diante do enorme sofrimento da maioria da população do mundo, a gente pode sentir-se tão impotente como se sentiram os discípulos de Jesus. A mesa da Palavra e a mesa do Pão, que sustentam a nossa vida, comprometem-nos com uma visão cristã da sociedade e com a construção dum mundo de justiça e fraternidade. Há dois mil anos, Jesus olhou para a multidão, teve compaixão dela e agiu. Como é que hoje agiria cada um de nós?
Precisamos todos de um coração sensível, capaz de se indignar com a fome e com a injustiça, mas disposto a enxergar que o alimento é suficiente para todos e a fome é consequência da má repartição e do egoísmo.
Precisamos de combater o vírus do consumismo, do desperdício, do apego, da ambição e da acumulação, para que, vivendo com simplicidade e sobriedade, não falte o essencial para a vida e a dignidade de todos.

Continua a ler o comentário do P. Darci Vilarinho às leituras deste domingo, numa perspectiva missionária. AQUI

CJovem

quinta-feira, 23 de julho de 2009

E que tal ajudar enquanto se aprende?

É esta a proposta do projecto Free Rice, um sítio fruto da cooperação entre o Programa Alimentar Mundial (PAM) das Nações Unidas e o Berkman Center for Internet & Society, da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos.

Neste sítio (apenas em inglês), é-nos proposto aprender, respondendo a perguntas acerca de temas por nós escolhidos (definidos no separador "subjects") e, por cada resposta correcta, os partocinadores deste projecto comprometem-se a doar 10 grãos de arroz ao PAM.

Eis aqui uma óptima oportunidade para, testando os nossos conhecimentos, ajudarmos quem mais necessita... e como diz o ditado: "grão a grão..."

Olly