sábado, 31 de outubro de 2009

CJovem em PDF

Termina o mês de Outubro, o mês missionário por excelência, e o CJovem teima em não deixar esquecer todas as actividades que envolveram os cristãos (em especial os JMC) durante este mês.

Foi um mês muito activo em termos de iniciativas e momentos de reflexão, mas deixamos a vossa curiosidade fazer o resto...

Aqui vos deixamos o mais recente exemplar do CJovem em PDF.

Não deixem de ver, também, os restantes exemplares AQUI.

CJovem

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Retiro Missionário para Jovens

NOT SECRET! Só para jovens

O Tempo de Advento, para os cristãos, significa "tempo de espera". E o que esperamos? Esperamos tempos melhores, tempos de paz e de justiça, tempos de mudança na nossa vida que nos levem a saborear novas experiências que libertam o coração.

Participar num retiro missionário para jovens é o convite ideal para tratarmos de descobrir, através do Silêncio, da Partilha e da Contemplação da Criação, os sinais evidentes da presença do Deus, que nos criou, e que está disposta a "renascer e renovar" toda a nossa vida.

Atreve-te a passar um fim-de-semana diferente e capaz de mudar a tua vida para melhor!

Para participar precisas de levar:
+ Total disponibilidade
+ Saco cama e ‘set’ de higiene pessoal
+ Coragem para fazeres uma experiência forte e diferente
+ 15 Euros de inscrição (inclui refeições e material de reflexão)
+ Coração, olhos e ouvidos apurados para descobrir a aventura da Missão
+ Bíblia, caneta e caderno de uso pessoal


O retiro será no Centro de Espiritualidade e Missão dos Missionários da Consolata, em Águas Santas (Porto) nos próximos dias 4 a 6 Dez 09.

Inscreve-te já e reserva o teu lugar AQUI até ao dia 30 de Novembro e espera a nossa confirmação!

Maurício Guevara

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

A normalidade anormal

“A maioria dos adolescentes acha que o bullying em contexto escolar "sempre existiu e continuará a existir" e encaram com "pessimismo e resignação" o fenómeno, o que torna difícil uma intervenção eficaz e deixa pouca esperança à sua erradicação. São estas as principais conclusões de uma tese de doutoramento apresentada na Universidade de Granada, em Espanha, e que foi coordenada, entre outros, pela investigadora portuguesa Ana Maria Tomás Almeida, da Universidade do Minho.” (…)
O estudo refere que a aceitação do bullying como uma rotina e algo natural nas relações sociais entre os jovens é crescente. "Essa indiferença dos jovens face ao fenómeno deve-se sobretudo à banalização e tolerância da violência na escola e na sociedade em geral nas mais variadas situações, nos jogos de vídeo, na televisão, etc", comentou ao PÚBLICO Sónia Seixas, doutorada em Psicologia e autora de uma tese sobre bullying. "Se não existe intervenção por parte de uma figura adulta, há como que um reforço não dito, a atitude agressiva intensifica-se", sublinha Sónia Seixas. E acrescenta: "Este fenómeno surge de uma necessidade de afirmação normal na adolescência; no entanto, o bullying não é normal, essa afirmação pode ser manifestada de formas saudáveis."

O texto pode ser lido AQUI. Mas esta amostra já é o bastante para nos deixar preocupados.

Que esta tese mostre que a violência é encarada com normalidade pelos jovens, é motivo mais que suficiente para repensar todo o sistema: do familiar ao social, do escolar-educativo ao dos valores.
As escolas não podem ser 'caldo de cultivo' de gerações educadas no melhor dos planos tecnológicos - dos quadros interactivos ao Magalhães - mas que não conseguem transformar o 'muito saber' em sabedoria de vida; que não sabem que Jesus Cristo é grito de vida e de paz que atravessa gerações, ou que, por exemplo, Martin Luther King sonhou um sonho, daqueles que arrepiam, porque grávidos de utopia, de ideal, de futuro, de horizontes de sentido.
Quando o que deveria ser a excepção se transforma em regra, ou seja, em ‘normalidade’, há que dizer que isso é o princípio da banalização. E todas as banalizações são preocupantes. A agressividade e a violência não podem ser consideradas normas de conduta, atitudes 'normais'. Não é normal! Não pode ser 'normal', e basta! Há que agir em conformidade. É que é muito difícil alterar o que um dia se banalizou.

Graças a Deus - posso afirmar - conheço muitos jovens que se esforçam por abrir e trilhar caminhos de paz e por promover a cultura da não-violência.

“Bem-aventurados os pacificadores, porque eles serão chamados filhos de Deus.” (Mt. 5,9).

A. Brás