segunda-feira, 3 de agosto de 2020

CORDÃO HUMANO

O tempo de pandemia que estamos a passar foi e é tempo de isolamento, mas também tempo de acionar a criatividade e inventar novas formas de estar juntos.


O COVID-19 afetou-nos a todos. De alguma forma, sentimos na nossa pele o distanciamento e, ouso dizer, algum tipo de solidão. Os Jovens Missionários da Consolata (JMC) não são exceção. Habituados que estavam a reunirem-se semanalmente, presencialmente, num convívio que permite dar a atenção necessária a cada um, a perceber o que cada amigo viveu durante a semana, a crescer juntos no grupo, na fé, foi um balde de água fria a obrigatoriedade de ficar em casa. Daí a necessidade de encontrar novas formas de manter a proximidade que os faz sorrir. Os encontros semanais, tiveram de parar no início do estado de emergência, mas desde logo se iniciaram os encontros via digital. É um modo inventivo de dar resposta a esta necessidade de estarem juntos.

A foto que ilustra este artigo foi da iniciativa da jovem Francisca Marques, também ela JMC. Para que ficasse bem caracterizada, intitulou-a de “cordão humano”. Diz-nos que «o objetivo foi mostrar que mesmo estando longe, estamos unidos, estamos próximos uns dos outros. Mostra as saudades que temos de estar juntos, dos encontros e as saudades que temos uns dos outros». O digital não substitui o presencial, mas permite marcar esta vontade de estar junto, de abraçar o amigo, os amigos.
Os jovens que participam nesta iniciativa pertencem a vários grupos ligados à Consolata, nomeadamente, os Jovens Missionários da Consolata (JMC), os Voluntários Missionários da Consolata (VMC), o Grupo de Formação da Consolata (GFC), o Coro Missionário da Consolata (CHORUS) e membros da Páscoa Jovem Missionária. A equipa que realizou este projeto é composta por três jovens: a Juliana Mendes, a qual fez a Páscoa Jovem Missionária em Santiago de Litém em 2019; a Francisca Marques é JMC e a Catarina Guerra é GFC. Tanto a Francisca como a Catarina já fizeram experiências missionárias na Tanzânia e em Angola.
Estes grupos respiram do carisma recebido do fundador, o Beato José Allamano, para quem a união é de máxima importância: «Um por todos e todos por um. Numa comunidade, isto é o mais importante. Se faltar esta união, tudo acaba em nada. É preciso fazer com que reine a união fraterna, custe o que custar».

A promotora da iniciativa ficou satisfeita: «Gostei do resultado, houve muita gente que aderiu, pertencendo a vários grupos ligados à Consolata e o resultado foi muito bom».
Propomos, assim, com elas, abraçar esta ideia e através desta foto fazer um grande cordão humano da Esperança. A Esperança de estarmos juntos, sem tensões, sem medos, sem muros. A Esperança de nos podermos abraçar. Que esse abraço venha logo logo, mas, agora, que este cordão humano vos abrace e encha os vossos corações. Estamos juntos!


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