terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Desafio: Neste Novo Ano, faz-te novo!

Sonha 2010! Para tal propomos-te que nos ajudes a Construir 2010 de A a Z”. Não de desejos estéreis, mas do que gostarias de mudar, de facto, na tua vida no novo ano que inicia. Ano Novo, Vida Nova!

Como fazer? Muito simples. Apenas tens que escrever uma frase para 2010 nos comentários.
O primeiro a comentar escolhe a letra A, o segundo B e assim sucessivamente até completarmos o alfabeto.

O mote que serve de base para a tua frase é este:

Em 2010…

Exemplo:
...Tentarei fazer da tolerância o meu mote.

No final, publicaremos os resultados em jeito de mote para 2010, para não nos esquecermos das nossas promessas...

Alinhas? Então não percas tempo. Envia também este link para os teus amigos, incentiva-os a participar!

CJovem

Um tema que não merece debate?

Não querendo deixar passar em vão o tema de que todos falam nesta quadra natalícia e que, alegadamente, crispou as relações entre São Bento, o Governo e a própria Assembleia da República, o CJovem quis saber qual a opinião dos nossos leitores e colocou uma sondagem relâmpago acerca de um assunto que envolve, tanto a sociedade como a própria religião, os seus fundamentos e crenças.

Aqui ficam os resultados:

Achas correcto que o governo decida sobre um tema tão sensível como o casamento entre pessoas do mesmo sexo, sem que tenha havido um debate prévio e amplo na sociedade portuguesa?

Não64%(9 votos)
É-me indiferente28%(4 votos)
Sim7%(1 voto)
Votos apurados:14

Sintam-se à vontade para complementar ou justificar as vossas escolhas.

CJovem

domingo, 27 de dezembro de 2009

Um 'Check-in' para a alegria

Que tal um voo onde seja “proibida a entrada de miúdos e graúdos tristes.” Um voo “onde só entra a boa disposição". A época do Natal dá largas a este tipo de fantasias. E é um dos motivos porque o sonho, a utopia, a esperança e a alegria são uma constante desta quadra.

Que bela surpresa a iniciativa que a TAP ofereceu aos seus passageiros neste Natal, no aeroporto da Portela. Uma maneira muito original e criativa de desejar as boas festas e de fomentar um ambiente de boa disposição num local tradicionalmente tenso: atrasos, cancelamentos de voos, malas perdidas, etc.
O vídeo está a fazer furor no Youtube.

Talvez estejas a precisar de fazer um check-in de música e fantasia na tua vida... Desfruta!



CJovem

sábado, 26 de dezembro de 2009

A Sagrada Família e a nossa família

"Celebramos neste último domingo do ano civil o mistério da presença de Deus na Família de Nazaré e em todas as famílias. A família é um tesouro, um mistério de amor: amor nupcial, amor materno e paterno, amor filial e fraterno. Só o amor constitui essa liga de ouro que a valoriza e a mantém unida. Se a família fracassa, é porque veio a faltar o amor.

Que grande dom é ter uma família que te ama, te acolhe e te sustém. Que graça é ter alguém com que contar e confiar. É ter um espaço onde se descobre o desígnio do amor de Deus sobre cada um de nós, onde se vive o Evangelho, onde se reza juntos e se aprende a abertura aos outros. (...)

É preciso investir na família. Hoje mais do que nunca, porque chovem ameaças sobre ela. Dizia João Paulo II que “o desenvolvimento harmónico e o progresso de um povo dependem em larga medida da sua capacidade de investir na família... Cristo acredita em vós, famílias. A Igreja caminha convosco. Os homens de boa vontade olham para vós com confiança... Sois chamadas a ser protagonistas do futuro da humanidade... Assiste-vos e guia-vos a Virgem de Nazaré, a nossa Mãe, a rainha da família”.

Deus quer que os homens sejam uma família. É na Sagrada Família de Nazaré que se devem espelhar as nossas famílias cristãs: na procura da primazia de Deus sobre todas as coisas, na busca incessante da vontade do Senhor, no amor que deve circular entre todos os seus membros. Se a família não vive estes valores fundamentais, está continuamente ameaçada. Como andam longe de tudo isto tantas das nossas famílias.

As nossas famílias precisam da tua, Senhor. Enche-as da tua graça, infunde-lhes os teus valores."

Lê toda a reflexão feita pelo P. Darci Vilarinho para este domingo - Festa da Sagrada Família -, ainda na oitava de Natal - AQUI.

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Os nossos leitores 'esmiuçam' o Natal

Com o Natal 2009 como pano de fundo o Cjovem lançou, dias atrás, um inquérito aos seus leitores. Pretendíamos ter uma imagem do Natal o mais plural e diversificada possível. Lançamos algumas perguntas, umas mais sérias e outras polvilhadas com algum humor. Alguns aderiram - tivemos participações de leitores até do Brasil. Agradecemos a todos a participação. Bem hajam! Aí está o resultado:

O que te faz gostar ou desgostar do Natal?
A época natalícia não deixa ninguém indiferente. Reage-se ao Natal de muitas maneiras. Há coisas e situações de que se gosta muito, pouco ou mesmo nada. Eis algumas das respostas.

- Gosto do Natal porque:
“É uma festa de alegria, é o Nascimento do Nosso Salvador.”
“Tempo para estarmos ainda mais juntos.”
“É uma altura do ano em que se consegue juntar a família quase toda”
“O estar com a família. Pois é nesta época que os de mais de longe se juntam."
“Família reunida, tempo propício para mudar algumas atitudes, nos propomos a ficar mais perto de Deus.”
“Gosto bastante do natal. Gosto de ver as ruas e as casas iluminadas gosto dos presépios de Natal. Mas tenho consciência de que o dinheiro gasto em iluminação dá para aquecer muitas casas."
"Gosto do Natal principalmente por juntar toda a família e passar uma noite de convívio no aconchego da fogueira."
"A alegria no rosto das pessoas, a sensibilidade na solidariedade com os demais."

- Do que não gosto no Natal:
"Tenho pena de hoje em dia o Natal só signifique prendas e a figura do Pai-Natal ter tanta importância; as pessoas de uma certa forma estão a voltar ao paganismo e isso deveria ser combatido."
"Substituir o pai-natal pelo presépio e pela sua figura central Jesus."
"Muitos se esquecem do verdadeiro sentido do Natal, só pensam em festa e comilança. E há até quem faça uma sugestão: Substituir o excesso de prendas a quem tudo tem pela partilha com quem não tem nada. Entristece olhar esta sociedade que vive o Natal decorando as ruas ou as suas próprias casas, a preparar a noite de Consoada e a comprar presentes para todos os que amam, mas não atribuem a importância essencial que o Natal tem, sem olharem para aquilo que na realidade esta época significa."
"Das correrias atrás dos presentes e o cansaço dos preparativos para a consoada (que são compensados por aquele momento de união)."

O que mais valorizas no Natal?
A quase totalidade dos que responderam assinalam como muito positivo o facto da família se reunir à volta da mesa, vindos de perto e de longe, em união e partilha. Algumas respostas a destacar:

"Acima de tudo a maior união da família, que deve ser feita todos os dias pois todos os dias são natal, mas, tal como no presépio, todas as famílias se devem unir e serem humildes uns para com os outros."
"A capacidade de partilha que muitos seres humanos, que mesmo não sendo crentes, têm nesta época. Aceitam e defendem a época natalícia com valores que em si são positivos, a partilha de bens ou tempo com aqueles que menos têm, a reunião da Família, o lembrarem-se das pessoas que conhecem através da compra de um presente ou até daquele magnífico telefonema que se faz para pessoas que por diversos motivos já não estão muito presentes no quotidiano de cada um e a quem assim mesmo se deseja "Feliz Natal". É um simples telefonema através do qual se demonstra carinho e que poderá no desenrolar da conversa ajudar a outra pessoa de algum modo."
"O amor entre as famílias, e a esperança renovada."

Onde vai nascer Jesus, em 2009? Lugar e condições.
Jesus devia nascer “no coração de cada um de nós”. Esse é o denominador comum das respostas a esta pergunta. Leitores do Brasil desejam que ele nasça em situações e circunstâncias bem concretas. Algumas respostas:

"Junto daqueles que sofrem em silêncio."
"Jesus nasce todos os anos naqueles que estão dispostos a recebê-lo..."
"Jesus devia nascer nos corações de todos os Homens, principalmente dos nossos governantes..."
"Em São Paulo, nos lugares atingidos por inundações onde as pessoas não recebem assistência....para ajudá-las a superar e lutar por melhores condições de vida."
"Em uma grande favela do Rio, o Telégrafo."

Quais os lugares a evitar neste Natal?
As lojas e os grandes centros comerciais são os lugares a evitar na época natalícia, tendo em conta a quase totalidade das respostas dos nossos leitores. Destacamos:

"Lugares onde o consumismo desenfreado acontece, aí não há natal, apenas o materialismo impera."
"Nenhum, nem que seja para levar o Natal aonde ele não chega."
"Centros Comerciais! Não só no Natal mas todos os dias do ano..."

O que é que deveria e não deveria estar em saldos no Natal?
Respostas muito criativas: saldos, saldos e mais saldos para o que deve ser socializado por todos: os valores cristãos. Alguém fala mesmo em “liquidação total”. Leiam:

“Em saldos deveriam estar os valores da família que andam tão esquecidos e poderia ser que desta forma um grande "cartaz" nos chamasse a nossa atenção para o que durante todo o ano andamos esquecidos de ver. A união de todos principalmente da família não deve ser só em dias de festa.”
"A partilha e a solidariedade deveria estar em liquidação total.”
“Tudo o que nos faz esquecer o verdadeiro significado do Natal deveria estar indisponível."
“Em saldo, no Natal, havia de estar o perdão e a reconciliação.”
“Todos os bens de primeira necessidade deveriam estar em saldos "de janeiro a janeiro". Tudo o resto é acessório e não existe a necessidade de estar em saldos.”
“Não deveria estar em saldos o amor, a fraternidade, a paz, a união, a consolaçao, pois estes só são verdadeiros se forem gratuitos...”
“A Paz”

Jesus nasce e tu é que recebes os presentes. Achas bem?
Claro que esta pergunta tinha armadilha! Tá-se logo a ver que alguém recebe os presentes por Jesus. Um leitor escreveu: “Não... mas conta a intenção.” Nem mais! Vamos ler algumas respostas!

“É verdade! Jesus nasce e todos nós damos presentes aos outros e também os recebemos, mas afinal de contas o aniversariante é Jesus, e a maior prenda que ele deseja é o amor ao próximo e a humildade.”
“A troca de presentes representa isso. Não damos o presente a Jesus, mas a outra pessoa, mas o simbolismo está lá.”
“Não...Nosso maior presente é receber Jesus, deveríamos pensar nisso e celebrar apenas”
"O problema é esse, é que não se olha para o menino que nasce, mas para os presentes. A imagem que mais ocorre na cabeça das pessoas do último Natal que viveram, é provavelmente a família em volta da árvore de natal repleta de luzinhas no momento em que se distribuem os presentes. Se calhar o que deveríamos lembrar é o Presépio que nesse ano se fez com mais amor, o gesto de carinho que se teve com alguém ou a missa do Galo na qual pela envolvência a lágrima escorregou pela face. Talvez tenham mais a ver com Jesus estas últimas imagens, que os presentes que trocamos, que muitas vezes são comprados a despachar e não porque a pessoa precise do que lhe é oferecido. Se o Natal é só troca de presentes, deveríamos abri-los só no Dia de Reis.."
“Os melhores presentes não são aqueles que vêm embrulhados, são aqueles que damos com o coração, e são esses os presentes que Jesus também quer receber...”

De 0 a 100%, qual a probabilidade de receberes um par de meias neste Natal?
Há muita gente que recebe meias/peúgas como presente de natal. Normalmente até são os avós que dão. Grande sabedoria, a deles, pois sabem que estão a dar algo verdadeiramente útil, um presente que não fica esquecido num canto da casa. Mas os tempos já não são os que eram. As probabilidades variam entre os 0% (a maioria) e os 100%. Algumas respostas:

“0%. Mas se as receber são bem aceites claro!”
“50%. Talvez alguma tia se lembre disso.”
"A minha este ano deve ter descido para uns 10/15%! Mas a do meu irmão subiu para 100%, já tem alguns pares debaixo da árvore, comprámos-lhe porque está a precisar xD"
“100% ! (pelo menos é uma prenda útil)”

Com que idade percebeste que o Pai Natal é um género literário?
Ora aqui está uma estatística sociológica sobre o Natal. A maioria perdeu a inocência por volta dos 7/8 anos. Outros nunca se deixaram iludir. Vejamos duas das respostas:

“Nunca me fizeram acreditar que o Pai Natal existia.”
“Sei lá, para aí quando tinha uns 5 ou 6 anos, mas também nunca acreditei muito no Pai Natal, porque alguns familiares diziam que era o Pai Natal que trazia os presentes outros o Menino Jesus, daí ficar um pouco na dúvida.”

Se tivesses que dar um presente ao Pai Natal, o que lhe darias?
Curiosas, as respostas! Houve até quem respondesse que lhe oferecia uma viagem “só de ida”. Outro leitor oferecia-lhe “Uma caixinha de humildade... “ e, outro ainda, oferecia-lhe “Inteligência”. Estará, com isto a dizer que o pai natal é… Tadinho! Outras respostas:

“Pedia-lhe para ajudar os meninos e adultos a perceberem que a maior prenda de Natal é recebermos Jesus em nossas casas e na nossa vida.”
“Um avião. As renas já começam a ficar um pouco cotas para puxar o trenó.”
“Um bilhete para longe do Natal comercial que se vive todos os anos! (mas atenção só de ida)

O que mais te irrita no Natal?
O "espírito consumista" vence por larga maioria. É, de longe, o que mais irrita no Natal.

“A corrida ás compras. A azáfama das pessoas à procura dos presentes. O consumismo e o materialismo desmedido.”
"Começarmos a levar com publicidade ainda em Outubro... chegamos a Novembro e já não podemos ouvir falar em compras."
"As múltiplas versões que surgem para o explicar e também os múltiplos aproveitadores comerciais que de ano para ano se multiplicam!"
"As pessoas só se lembrarem de quem sofre, de quem, está só, de quem passa frio, de quem está doente, na época do Natal."
"O stress nas pessoas."

O que é que não pões no teu presépio? E na tua árvore de natal?
Quase todos dizem que o seu presépio é simples: Maria, José, o menino e os reis magos... “Apenas as figuras principais”. Portanto, nada de extravagâncias ou coisas que não têm a ver com o imaginário do natal. Mas há duas respostas curiosas, que aqui deixamos:

“O meu presépio e a minha árvore de natal são feitos pela minha mãe e não tenho qualquer influência na sua elaboração... porque não quero. Apenas exijo um presépio e nada mais.”
“A inveja, o ciúme e o orgulho.”

Convidas alguém que não tem família a celebrar com a tua a noite de Natal?
Poucos se quiseram comprometer com esta pergunta. E nem todos responderam. Uns disseram simplesmente um “Não”. Outros escreveram isto:

“Na área onde vivo felizmente não existem casos de pessoas que estão sozinhas, mas esta é sem dúvida uma boa questão, pois muitas vezes não temos essa iniciativa de convidar quem está só para se juntar a nós para ter companhia. Mas muitas vezes não precisamos de procurar fora alguém que esteja só, nas nossas famílias certamente que também existem casos desse e cabe a cada um de nós acolher o próximo da melhor forma.”
"Se conhecesse alguém nessa situação, porque não?!"
"Não, mas devia porque somos sempre poucos e gostava que a casa estivesse mais cheia!"
"Não. À uns anos tive essa vontade mas a minha família não achou bem. Tenho uma família muito grande e esta não é uma decisão que eu possa tomar de própria vontade. Preciso sempre de aprovação."
"Nunca o fiz, mas era bem capaz de o fazer..."
"Ainda, não pensei nisso."

CJovem

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Quando e onde nasceu Jesus?


Ha vários estudos que questionam o dia e o ano do nascimento de Jesus, e até mesmo a terra onde nasceu. Que não seria Belém, mas Nazaré. Mas o que nos interessa aqui e agora não é tanto o Jesus histórico mas o Cristo da fé. Esse é o mais importante porque é esse que nos alimenta a fé e a esperança. É esse que nos salva. O resto deixemos para os arqueólogos, historiadores, etc. É como o nosso nascimento biológico e o 2º nascimento, para Deus e para a Igreja, no Baptismo. Daí que nos interessa ajudar-te a fazer uma reflexão sobre o nascimento de Jesus em nós. É que recordamos o nascimento dele em sucessivos natais mas... será que Ele já nasceu em nós? Vamos, pois, perguntar a algumas personagens bíblicas, e não só, se sabem quando Jesus nasceu... e onde.


Se perguntarmos a Maria Madalena onde e quando nasceu Jesus, ela nos dirá: - Jesus nasceu em Magdala. “…Foi certa vez, quando a sua voz, tão cheia de pureza e santidade, despertou em mim a sensação de uma vida nova com qual até então jamais sonhara.”

Se perguntarmos ao Apóstolo Pedro quando se deu o nascimento de Jesus, Ele nos dirá: -Jesus nasceu no pátio do palácio de Caifás, na noite em que o galo cantou, no momento em que O havia negado. Foi nesse instante que a minha consciência acordou para a verdadeira vida.

Se perguntarmos a Saulo de Tarso (Apóstolo Paulo) quando se deu o nascimento de Jesus, ele dirá: -Jesus nasceu na Estrada de Damasco quando, envolvido por uma intensa luz que me deixou cego, pude ver a figura nobre e serena que me perguntava:"Saulo, Saulo, por que me persegues?". E na cegueira passei a contemplar um mundo novo, quando eu Lhe disse:"Senhor, o que queres que eu faça?"

Se perguntarmos a Tomé onde e quando nasceu Jesus, ele nos dirá: - Jesus nasceu naquele dia inesquecível em que Ele me pediu para tocar as suas chagas e me foi dado testemunhar que a morte não tinha poder sobre o filho de Deus. Só então compreendi o sentido das suas palavras:"Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida".

Se perguntarmos à mulher Samaritana o que ela sabe sobre o nascimento de Jesus, ela nos dirá: - Jesus nasceu junto ao poço de Jacó na tarde em que me disse:"Mulher, Eu posso dar-te a água viva que sacia toda a sede, pois vem do amor de Deus e santifica os seus filhos."Naquela tarde soube que Jesus era realmente um profeta de Deus e pedi-lhe:"Senhor, dá-me dessa água.".

Se perguntarmos a João Baptista quando se deu o nascimento de Jesus, ele dirá: - Jesus nasceu no instante em que, chegando ao rio Jordão, me pediu que O baptizasse. E perante a ternura do seu olhar e a majestade da sua figura pude ouvir a mensagem do Alto: "Este é o meu Filho muito amado, em quem eu me comprazo!". Compreendi que chegara o momento d'Ele crescer e eu diminuir, para a glória de Deus.

Se perguntarmos a Lázaro onde e quando nasceu Jesus? Ele nos dirá:--Jesus nasceu em Betânia, na tarde em que visitou o meu túmulo e disse:"Lázaro, vem para fora".Neste momento compreendi finalmente quem Ele era: A Ressurreição e a vida!

Se perguntarmos a Judas Iscariotes onde e quando nasceu Jesus, ele nos dirá: - Jesus nasceu no instante em que eu assistia ao seu julgamento e condenação. Ali compreendi que JESUS estava acima de todos os tesouros terrenos."

Se perguntarmos a Maria de Nazaré onde e quando nasceu Jesus, ela nos dirá: - Jesus nasceu em Belém, sob as estrelas, que eram focos de luzes guiando os pastores e as suas ovelhas para o seu berço de palha. Foi quando O segurei nos meus braços pela primeira vez, que senti cumprir-se a promessa de um novo tempo através daquele Menino que Deus enviara ao mundo, para ensinar aos homens a lei maior do Amor.

Se perguntarmos a Francisco de Assis onde e quando nasceu Jesus, ela nos dirá: - Ele NASCEU no dia em que, na praça de ASSIS entreguei a minha bolsa, as minhas roupas e até o meu próprio nome para O seguir incondicionalmente, no serviço aos pobres mais pobres, pois sabia que somente Ele é a fonte inesgotável de amor."

E podíamos continuar com uma extensa lista...

E para nós, quando nasceu Jesus?...
E se, afinal, descobrirmos que, mais de 2000 anos depois, Ele ainda não nasceu em nós, em mim?
Então, procuremos urgentemente fazer com que Ele nasça no nosso coração pois, quando isso acontecer, teremos finalmente entendido o NATAL e encontrado a Luz do Mundo.

Um natal fabuloso para todos




Estimado leitor (a) do “Identikit de uma Vocação”. Esta semana, em vez da entrega de mais um capitulo do meu testemunho vocacional, aproveito a oportunidade para desejar a todos um Santo e abençoado Natal e que o ano que se aproxima traga-nos muita paz e justiça social. Que 2010 seja um ano diferente! Que todas as coisas boas venham de presente para vocês!

Como forma de agradecer a todos vocês, o apoio recebido através dos comentários à minha partilha de vida, envio-os um vídeo, que na verdade, é uma propaganda, mas que achei muito significativa. Vejam! Envio também um conto de Natal do Paulo Coelho, que pode ensinar-nos a nunca desistir dos nossos sonhos, tal como sempre tenho afirmado nas páginas do Identikit de uma vocação.

João Batista




Conto de natal
A música que vinha da casa

Como sempre fazia na véspera de Natal, o rei convidou o primeiro-ministro para um passeio. Gostava de ver como enfeitavam as ruas – mas para evitar que os súbditos exagerassem nos gastos com o objectivo de agradá-lo, os dois sempre se disfarçavam com roupas de comerciantes que vinham de terras distantes.
Caminharam pelo centro, admirando as guirlandas de luz, os pinheiros, as velas acesas nos degraus das casas, as barracas que vendiam presentes, os homens, mulheres e crianças que saiam apressados para juntar-se a seus parentes e celebrarem aquela noite em torno de uma mesa farta.
No caminho de volta, passaram pelo bairro mais pobre; ali o ambiente era completamente distinto. Nada de luzes, velas, ou o cheiro gostoso de comida pronta para ser servida. Não se via quase ninguém na rua, e como fazia todos os anos, o rei comentou com o ministro que precisava prestar mais atenção aos pobres do seu reino. O ministro acenou positivamente com a cabeça, sabendo que em breve o assunto estaria de novo esquecido, enterrado na burocracia quotidiana, aprovação de orçamentos, discussões com emissários estrangeiros.
De repente, notaram que de uma das casas mais pobres vinha o som de uma música. O barraco mal construído, com várias frestas entre as madeiras apodrecidas, permitia que vissem o que se passava lá dentro, e era uma cena completamente absurda: um velho em uma cadeira de rodas que parecia chorar, uma jovem completamente careca que dançava, e um rapaz de olhar triste que tocava um tamborim e cantava uma canção do folclore popular.
- Vou ver o que está acontecendo – disse o rei.
Bateu à porta. O jovem interrompeu a música e veio atender.
- Somos mercadores em busca de um lugar para dormir. Escutamos a música, vimos que ainda estão acordados, e gostaria de saber se podemos passar a noite aqui.
- Os senhores encontrarão abrigo em algum hotel da cidade. Infelizmente não podemos ajudá-los; apesar da música, esta casa está cheia de tristeza e sofrimento.
- E podemos saber por que?
- Por minha causa – era o velho na cadeira de rodas que falava. – Durante toda a minha vida, procurei educar meu filho para que aprendesse caligrafia, de modo a ser um dos escribas do palácio. Entretanto, os anos se passavam e as novas inscrições para o cargo jamais foram abertas. Até que esta noite tive um sonho estúpido: um anjo aparecia e me pedia para que comprasse uma taça de prata, já que o rei iria me visitar, beber um pouco, e conseguir emprego para o meu filho.
“A presença do anjo era tão convincente que resolvi seguir o que dizia. Como não temos dinheiro, minha nora foi hoje de manhã até o mercado, vendeu seus cabelos, e compramos esta taça que está ai na frente. Agora eles tentam me alegrar, cantando e dançando porque é Natal, mas é inútil”.
O rei viu a taça de prata, pediu que servissem um pouco de água porque estava com sede, e antes de partir, comentou com a família:
- Que coincidência! Hoje mesmo estivemos com o primeiro-ministro, e ele nos disse que as inscrições seriam abertas na semana que vem.
O velho acenou com a cabeça, sem acreditar muito no que ouvia, e despediu-se dos estrangeiros. Mas no dia seguinte, uma proclamação real foi lida por todas as ruas da cidade; procuravam um novo escriba para a corte. Na data marcada, o salão de audiências estava cheio de gente, ansiosa para competir por tão cobiçado cargo. O primeiro-ministro entrou, pediu que todos preparassem seus blocos e canetas:
- Eis o tema da dissertação: por que um velho homem chora, uma mulher careca dança, e um rapaz triste canta?
Um murmúrio de espanto percorreu toda a sala: ninguém sabia contar uma história como essa! Excepto um jovem com roupas humildes, em um dos cantos da sala, que abriu um largo sorriso e começou a escrever.

(baseado em um conto indiano)
Paulo Coelho

A estrela deste Natal está no MASE, e sorri!

Já aqui referimos a exposição “Os sorrisos do Menino Jesus”, patente no Museu de Arte Sacra e Etnologia (MASE), dos Missionários da Consolata, em Fátima. Agora queremos partilhar uma reportagem da SIC que ontem foi para o ar. Fala-nos de alguns aspectos curiosos desta exposição e do MASE, em geral. A estrela deste Natal está no MASE, e sorri!





CJovem

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

David Fonseca canta «Last Christmas»

Já está online o vídeo de Natal que David Fonseca habitualmente oferece nesta altura do ano.
E, a verdade, é que está muito bem feito





CJovem

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Natal, onde estás?

O Natal deixa-me triste porque por mais que o procure não o encontro.

Outrora, esta data era uma festa de família onde cada um dava um pouco do que tinha, onde a partilha se juntava ao mágico calor humano. As casas enchiam-se de luz e acima de tudo de Amor. Não existiam as intermináveis listas ao Pai Natal nem os destruidores materialismos. Todos se respeitavam. O Natal era o tempo das famílias se unirem e de esquecerem os eventuais conflitos.

Contudo, os tempos mudaram! O verdadeiro sentido de Natal desapareceu, agora, ele não existe por si só, mas está associado a todos os simbolismos que de ano para ano carregam mais a sociedade.

As crianças não fazem ideia do que está a ser celebrado. Elas pensam que o Natal é o dia do Pai Natal, um velho barrigudo que enche os ricos de presentes e deixa os pobres sem nada.

Basta ligar a televisão para reconhecer que este espírito se alterou. Semanas antes da data esperada, as televisões enchem-se de publicidades a brinquedos vazios que enchem as mãos e os pensamentos da pequenada. As grandes empresas vivem para o materialismo associado a esta data!

Neste Natal, vou sentar-me em frente à lareira com toda a minha família e pensar na sorte que é em estarmos todos reunidos. Vou esquecer os presentes, esvaziar-me de materialismos e vou recordar todos aqueles que neste dia nada têm e que ainda não se aperceberam deste espírito de mudança.

Flávia Duarte

De onde nos vem esta alegria?

Oração e festa na confraternização de Natal do JMC de Fátima
No passado sábado, dia 19, os Jovens Missionários da Consolata (JMC-Centro) celebraram com as suas famílias, no Centro Missionário Allamano, em Fátima, o nascimento do Salvador. Foi a nossa confraternização de Natal.

Com uma bela Eucaristia, presidida pelo pe. Albino, os jovens conseguiram que a Alegria entrasse nos corações de cada um... Quisemos, deste modo, comemorar o Natal, que é a festa da família. A família que é também a Consolata!

Na missa, após o Pai Nosso rezado de mãos dadas, na oração "Livrai-nos de todo o mal, Senhor, e dai ao mundo a paz em nossos dias", fomos desafiados a dizer de que males queremos que Deus nos livre nos tempos que correm, de modo especial daqueles que afectam o mundo juvenil. E, espontaneamente, pedimos que o Senhor nos livre do desemprego, das drogas, da inveja, da guerra, da doença, etc... E é isso que fomos convidados a viver neste Natal: Que Jesus seja verdadeiramente aquele que dá sentido à nossa vida, e que seja a nossa paz e a paz do mundo.

De seguida, aos doces que trouxemos de casa juntámos um chazinho bem quente, que veio para aquecer a alma de todos, uma vez que o frio na rua era a sério: -3.5ºC!

E o resto, já imaginais: muita música. alegria e partilha.

De onde nos vem esta alegria? Ele já está connosco! E o Natal é festa!


Sara Rodrigues e Rúben Oliveira

sábado, 19 de dezembro de 2009

Inquérito sobre o Natal

O Natal está aí. É incontornável. Há quem tenha a tentação de hibernar e só voltar depois que passou este tempo. Mas é impossível ignorá-lo.
Já todos percebemos que há muitos "natais" dentro do natal. Uns agradáveis, outros detestáveis, por serem caricaturas do que deveria ser o verdadeiro espírito de Natal.

Sobre este tempo já não há muito o que inventar.
Este blogue pede a tua participação. Lançamos um questionário que vamos responder juntos. Depois vamos publicar as respostas na véspera de Natal (24Dez09). Apelamos à tua criatividade.


O inquérito já foi encerrado, podes ver o resumo AQUI.

CJovem

A senha de Maria


São três as principais figuras do Advento:
1 – ISAIAS: O profeta da prosa poética. O sonhador utópico. O “arquitecto-paisagista” que desenha imagina paisagens e horizontes de fecundidade e esperança. Enfim, aquele que esperava com paixão o príncipe da paz, no qual Israel punha as esperanças de um reino e um salvador messiânico. Mas, a verdade é que não sabe onde o vai encontrar.
2 – JOÃO BAPTISTA: O mensageiro e precursor de Jesus que, no entanto, fica desapontado. Esperava que o Messias fosse um agitador social, um radical, um revolucionário; um Elias reencarnado. E, a verdade, fica desconcertado diante de um Jesus que encarna outro projecto.
3 – A terceira figura do Advento é mulher, humilde, simples: MARIA. E é, sobretudo, dela que vos vou falar.Neste quarto e último domingo do Advento, o evangelho de Lucas (1, 39-45) narra o encontro de duas jovens mães. Já antes tinha narrado as duas anunciações: a de João Baptista e a de Jesus. Elas são as protagonistas deste domingo.

Mas quem é este Deus que faz mães a uma jovem virgem e a uma idosa estéril? Há algumas semelhanças: são duas primas, ambas grávidas, com gravidezes difíceis e algo misteriosas. Porém, as duas sentem, no mais íntimo do seu ser, que só a graça de Deus explica todo o mistério. São portadoras de vida. E celebram o milagre da vida.

Deus faz-se homem nas entranhas de uma mulher simples que foi feliz “porque acreditou” e deu o seu FIAT (sim) a Deus. E Maria, a quem nos dias de hoje se pediria repouso, põe-se a caminho, por montes e vales, ao encontro de Isabel. Com ela, quer partilhar a alegria de trazer dentro de si o Salvador. Acontece que Isabel, na sua velhice, também vai ser mãe. Um mistério! Grande mistério! E, no encontro de duas mães está o encontro de dois filhos: João e Jesus. Chamada por Isabel de mãe do Senhor, Maria é "bendita entre as mulheres", modelo de fé. Maria e Isabel fazem festa, exultando de alegria. De tão felizes transpiram consolação de Deus. Missão é celebrar juntos a festa da chegada da salvação e comunica-la a outros. Sim, porque a alegria não pode ficar aprisionada. “O Senhor fez em mim maravilhas”. O evangelho é comunicação.

Uma mulher socialmente irrelevante e uma criança frágil estão na origem da nossa salvação. A senha? Bom, a senha, afinal, era simples. Não inclui números nem símbolos, só tem letras e está ao alcanc
e de qualquer um. Três letras, apenas: SIM. O SIM definitivo e autêntico de Maria, ao projecto de Deus. Uma senha que Maria partilha, agora, contigo, para uso imediato. Dá o teu SIM a Deus. O teu “faça-se em mim, segundo a Tua Palavra”. Como Maria.

Às portas do Natal, as leituras deste domingo abrem-nos os horizontes da esperança e da salvação, que é iminente. Claro que isto já sucedeu há muitos anos. O Reino de Deus já está a aqui. Por isso, caro amigo: renasce, recria, refaz,… Ele “é a nossa paz”. Nada se perde do que Deus ama.

Com Maria e Isabel, fazemos festa, exultamos de alegria, na caminhada para acolher o Salvador que em nós procura guarida, uma vez mais, neste Natal. Bem-vindo!
Maria deu-te a sua senha. Usa-a!
Feliz Natal!

Albino Brás

Baixa e imprime a nossa sugestão litúrgica para animar, na tua paróquia/comunidade, a missa do 4º domingo do Advento. AQUI

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Salvem os ricos!

Participei na Marcha contra a Pobreza e a Exclusão Social – uma iniciativa de várias organizações da sociedade civil, algumas delas ligadas à Igreja Católica –, que reuniu algumas centenas de pessoas nesta quinta-feira, 17 de Dezembro, em Lisboa.

Um texto e algumas fotos que tirei – ver AQUI - ajudam a ter uma ideia do que ali se passou.
Mas, ao escrever o texto sobre a Marcha contra a Pobreza lembrei-me de um sketch dos Contemporâneos onde se canta: “Salvem os ricos”. Está fantástico e tem tudo a ver os o “espírito natalício” que vivemos agora. E, o mais importante, usando o humor, fazem-nos pensar!

Albino Brás



quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Também já namorei

Identikit de uma vocação (parte 5)
Olá amigos e amigas. Estou eu aqui de novo para contar-lhes mais detalhes de minha vida e vocação. Hoje, conhecereis minha experiência de namoro.

Espero que estejais a acompanhar a história desde o inicio, senão não compreendereis.

Os fofoqueiros também advinham. Mas, só Deus sabe o que faz

Aos meus 16 anos, por dedicar-me sempre as coisas da igreja e da religião, todos achavam que eu tinha vocação para ser padre. Algumas pessoas da vizinhança diziam-me «tu vais ser padre, pá!» outros diziam «parece-nos que o Senhor está a chamar-te para o sacerdócio». Eu então, não dava muita importância a esses comentários. Porém, uma coisa é segura. Sempre senti-me bem, sereno, quando estava com pessoas e amigos da igreja e das pastorais com quem eu trabalhava. Minha mãe já criticava-me, por eu dedicar-me mais tempo às coisas da igreja, que às de casa.

Encontros para escutar Deus falar mas, até então, não escutava a Sua voz

Nessa época, ainda envolvido com a pastoral da juventude e os movimentos sociais de minha paróquia, decidi participar de alguns encontros vocacionais na diocese, para tentar descobrir minha vocação, para poder ver melhor o que Deus queria de mim. Fui a alguns encontros apenas, depois desisti. Mudei de ideia.

A namorada

Em um encontro diocesano de formação para agentes pastorais, onde participei, conheci uma jovem muito interessante que me fez mudar de opinião a respeito de minha vocação. Comecei a pensar em outros projectos para minha vida. Queria casar-me, ser pai, construir uma família. Lembro-me muito bem, naquela jovem, que também sonhava com o matrimónio e uma vida feliz ao meu lado. Naquele encontro começamos a dialogar e iniciamos um período de conhecimento entre nós. Noutra ocasião, fui a sua casa conhecer os seus familiares e vice-versa, e assim começamos a namorar. Isto era o ano de 1991. Tinha na época 19 anos. Uma idade muito significativa e importante para mim. Estava concluindo o estudo fundamental. E já sonhava coisas impossíveis.

A poesia

Naquela idade aprendi muitas coisas que levarei sempre comigo.
Querem saber?
Aprendi a perdoar erros quase imperdoáveis,
Aprendi a fazer coisas por impulso,
Aprendi a abraçar para proteger,
Aprendi a dar risada quando não podia, mas dava assim mesmo,
Aprendi a fazer amizades, que restam até hoje. E continuo a aprender.

Amei e fui amado.
Porém, também já fui rejeitado,
Acho que fui amado e não amei.

Aprendi a gritar e vibrar de emoção e felicidade por coisas tão banais,
Aprendi a viver de amor e fazer juras eternas,

Também aprendi por ter "quebrado a cara" algumas vezes!
Aprendi a ligar só para escutar a voz de alguém,
Aprendi que um belo sorriso faz a gente se apaixonar e faz mesmo.

Mas vivi!
E ainda vivo! Olha eu aqui.
Feliz da vida por ser missionário! E da Consolata, claro!
E hoje, a missão também passa por mim,
Pelas minhas veias, vontades e desejos,
Pelas minhas ideias.


Parece uma poesia, isso tudo, não é mesmo? E acho que vocês têm razão.

Mas, na verdade aprendi que, bom mesmo é ir a luta com determinação e ousadia.
Nunca desistir dos nossos ideais,
Abraçar a vida e vivê-la com paixão.

Por que a vida é MUITO para não vivê-la com INTENSIDADE.

O final do namoro, as consequências e, outras coisinhas mais, serão contadas detalhadamente nos próximos capítulos da IDENTIKIT DE UMA VOCAÇÃO, não percam. E até lá.

João Batista

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Marcha pela Erradicação da Pobreza e Exclusão Social

2010 é o Ano Europeu de Combate à Pobreza e Exclusão Social.

Embora o ano só comece no dia 1 de Janeiro, um conjunto de organizações vai realizar uma marcha solidária para antecipar a sua divulgação.

Porque a Pobreza é uma violação dos Direitos Fundamentais, dia 17 de Dezembro, pelas 19h30 vamos encontrar-nos na Praça Luís de Camões e desfilar em direcção à Rua Augusta, onde se encontra uma réplica de uma laje em honra das vítimas da fome, da ignorância e da violência.


Dia 17 de Dezembro, junta-te a Nós! Traz uma vela e faz parte desta marcha!

Programa e Itinerário da Marcha

19h00-Concentração: 17 de Dezembro de 2009, Praça de Luís de Camões (Lisboa – Chiado)
19h30-Desfile: Chiado, Rua Garrett, Rossio e Rua Augusta. Nova concentração no Arco da Rua Augusta - junto à réplica da laje da Praça do Trocadero:

-Declamação da “Ode do Pão” (de Pablo Neruda), por vários actores/artistas

-Minuto de silêncio em homenagem às vítimas da fome e exclusão social

-Compromisso público pela Erradicação da Pobreza e Exclusão Social – assinatura de um mural
21h00-Festa de encerramento: Tenda do Pão de Todos, Para Todos – Martim Moniz


Organização:
Amnistia InternacionalAMICAISComissão Nacional Justiça e PazComissão Social da Junta de Freguesia de Santos-o-VelhoFundação Obra do ArdinaMédicos do MundoO CompanheiroRede Europeia Anti-Pobreza


Mais informações AQUI e AQUI.

CJovem

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

"Hoje é um dia bom para a esperança!"

Eis que de repente, uma mulher, simples, como qualquer outra mulher dos milhares de milhão de mulheres espalhadas pelo mundo, revela em toda a sua simplicidade a grandeza dos grandes, dos maiores, revelando ainda toda a falta de superioridade moral que nós ocidentais pensamos ter tantas e tantas vezes.

Eis que, de repente, com a inabalável força da não-violência, uma mulher nos obriga a pensar sobre a situação trágica de um povo. Eis que de repente, somos expostos à nossa incapacidade e vergonha de não sabermos agir. E se nada for feito, esta mulher morrerá, em solo europeu, num país da União Europeia, perante o olhar impávido sereno de dezenas de líderes políticos que na sua pequenez se deviam envergonhar para sempre perante a grandeza de mulheres como esta.

Aminatu Haidar é um ser humano, como tantos outros, mas a sua grandeza deve inspirar-nos a todos.



Tiago Santos

O Natal...

O Natal não é ornamento

O Natal não é ornamento: é fermento

É um impulso divino que irrompe pelo interior da história
Uma expectativa de semente lançada
Um alvoroço que nos acorda
para a dicção surpreendente que Deus faz
da nossa humanidade

O Natal não é ornamento: é fermento
Dentro de nós recria, amplia, expande

O Natal não se confunde com o tráfico sonolento dos símbolos
nem se deixa aprisionar ao consumismo sonoro de ocasião
A simplicidade que nos propõe
não é o simplismo ágil das frases-feitas
Os gestos que melhor o desenham
não são os da coreografia previsível das convenções

O Natal não é ornamento: é movimento
Teremos sempre de caminhar para o encontrar!
Entre a noite e o dia
Entre a tarefa e o dom
Entre o nosso conhecimento e o nosso desejo
Entre a palavra e o silêncio que buscamos
Uma estrela nos guiará

José Tolentino Mendonça

fonte: Ecclesia

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

3º Domingo do Advento: O que devemos fazer?

João Baptista. Já ouviram falar? Não! Não é o mesmo JB do “Identikit de uma Vocação”, que vem escrevendo sobre o seu percurso vocacional aqui no CJovem. Falamos sim do último dos profetas; daquele que se empenhou em preparar os caminhos do Senhor. Ele não quer que o sigam; ele não é o Messias; ele é apenas precursor de Jesus. E nem sequer se sente “digno de desatar as correias das suas sandálias”

Neste 3º domingo do Advento, na passagem do evangelho de Lucas (Lc 3,10-18) JB anuncia o Messias prometido, que vai inaugurar um novo futuro para a humanidade. As pessoas escutam. João propõe um caminho: o da conversão. Tudo bem! Mas a pergunta impõe-se. No caminho da conversão, nós “Que devemos fazer?”, perguntam.

Neste domingo também nós vamos até João e lhe perguntamos: “Que devemos fazer?

Como seguidores daquele (Jesus) que veio baptizar no ‘fogo abrasador’ do Espírito Santo, JB ajuda-nos no discernimento: É condição necessária um compromisso sério com a justiça, com a partilha, com a paz. Quando fazemos isso aceleramos a vinda do Salvador. E é disso que se trata neste Advento. De uma espera activa, que compromete.

Em Copenhaga costuram-se, neste dias, acordos possíveis para salvar o Planeta. Nós, por cá, em sintonia com esta Conferência Mundial sobre o Clima, compromete-mo-nos com uma espiritualidade do cuidado: saber cuidar de tudo o que Deus criou e coloca à nossa disposição.

Apresentamos a nossa proposta de animação litúrgica para a missa do terceiro domingo do Advento, na tua paróquia/comunidade. Ali é apresentada uma acção concreta a realizar neste domingo, para nos colocar e sintonia com Copenhaga. A fé celebrada na vida.

Alegrai-vos sempre no Senhor. Novamente vos digo: alegrai-vos”. (Fl 4,4), diz Paulo na segunda leitura deste domingo. Por aqui, fazemos nossas as suas palavras.

Bom fim-de-semana!

Proposta para o 3º Domingo do Advento

CJovem

A vida não é feita só de ilusões. Existe verdade melhor que esta?

Identikit de uma vocação (parte 4)



Inicio a quarta parte do Identikit, com esta frase: "Não importa o quanto vivemos, e sim, como vivemos." Só agora dou-me conta que é preciso saber viver: É necessário saber que a vida não é feita de ilusões e fantasias. Mas só depende de nós darmos um sentido, querer voar alto, sonhar, projectar e idealizar até mesmo coisas impossíveis.

Adolescência sem muitos conflitos
A minha adolescência foi um período sensacional e inesquecível. Um período marcado não só pelas transformações corporais, mas também comportamentais e espirituais. Uma marca comum da maioria dos adolescentes é a necessidade de fazer parte de um grupo. Para mim não foi diferente, busquei inserir-me em diversos grupos, como: o Grupo de adolescentes da paróquia, depois, o grupo de jovens. Participava ainda das CEBs (Comunidades Eclesiais de Base), e além de outros movimentos sociais, como por exemplo o PT. Ajudei a fundar o PT (Partido dos Trabalhadores) o partido de Lula, juntamente com outros companheiros e companheiras, na minha cidade. Isso era o ano de 1988 e eu tinha apenas 16 anos.

Sonhar um mundo melhor
Foi nestas relações com pessoas diversas e, nas amizades conquistadas que Deus foi tecendo a minha vocação. Eu sentia a sensação de poder ser útil aos outros, gostava de fazer parte dos grupos de interesses comuns, de buscar e de lutar por justiça e igualdade social. De sonhar um mundo melhor. Confesso que não tive muitos conflitos, nem fui muito rebelde na minha adolescência. Na verdade não sobrava-me tempo para essas coisas. Porque nesse período já tinha que ser responsável pelos meus pais e também por mim, além dos grupos nos quais eu participava na paróquia que sempre colocavam-me como coordenador.

Responsável pelos pais aos 15 anos

Ao completar a maioridade, meus irmãos foram todos para o sudeste do país (Rio de Janeiro, São Paulo) para procurar trabalho e poder melhorar de vida. Eu porém, tive que ficar com meus pais, porque era o mais novo. E, sendo o filho mais novo, tornei-me responsável pelos meus pais e, depois por toda a família. Nesse período eu estudava e ajudava meus pais naquilo que eles precisavam. Fui aprendendo desde pequeno a ser responsável por mim e pela família. Foi então que aprendi que a vida não é fácil, principalmente quando se é adolescente e já cheio de responsabilidades como aquela. Acho até que passou-se rápido demais. Ah, como foi bom e agradável aquele tempo. Foi uma fase de minha vida, onde eu mesmo fabricava meus brinquedos com os amigos. Não brincava só de missas, como vocês estão a pensar. Mas de todas a brincadeiras simples e maravilhosas de adolescentes. Foi nessa época em que comecei a sonhar um mundo novo.

Como comprar uma bíblia em 10 vezes sem juros

Acreditem se quiserem. Eu comprei a minha primeira bíblia dividida em dez prestações sem juros. Lhes conto como aconteceu. Na feira pública da minha cidade, existia uma freira que vendia artigos religiosos em uma barraca. Fui ter com ela e confessei-lhe que meu sonho era possuir uma bíblia. Disse também que a finalidade de ter a bíblia era para que eu pudesse lê-la para os meus pais. Lembram que eu já vos disse que eles eram analfabetos? Pois, eles gostavam muito de ouvir as histórias da bíblia. A freira ao saber disso, vendeu-me a bíblia em várias prestações sem juros. Juro que paguei!

Até ao próximo capitulo
João Batista

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Parabéns CJovem!!!

C
C de Cristo
C de Consolata
C de Consolatajovem
CJovem
Sê Jovem
Sim… Sê jovem!
Jovem por fora e por dentro
Porque… o jovem é a primavera da vida
O sangue novo da sociedade e da Igreja
Porque…
Quando o jovem arrefece, o resto do mundo congela.
Quando o jovem perde energia, a sociedade bloqueia.
Quando o jovem não se manifesta, o mundo acomoda-se
Quando o jovem desiste da vida, a primavera paraliza
Quando o jovem silencia, a palavra perde profetismo
Quando o jovem hiberna, as flores não crescem
Quando o jovem se isola, multiplicam-se as ilhas
Quando o jovem não tem ideais, tudo parece igual
Quando o jovem se aliena, a comunidade padece
Quando o jovem não vai à Igreja, a Igreja não vai ao jovem
Mas…
Quando o jovem faz a diferença, amplia-se o horizonte da esperança
Quando o jovem se interessa, fortalece-se a cidadania
Quando o jovem questiona, o ‘politicamente correcto’ entra em crise
Quando o jovem se projecta, inauguram-se futuros
Quando o jovem se movimenta, os ‘instalados’ tremem.
Quando o jovem descobre Cristo, …hummm!
...Quando o jovem descobre Cristo!... a Igreja perde o ranço conservador
Quando o jovem se descobre, ele mesmo, Igreja, o Reino de Deus acontece
E é por isso que é tão bom ser jovem, com Cristo, em Missão


Hoje fazemos um aninho de vida
. Bem-vindo ao CJovem!
Caro jovem, este é um espaço que te acolhe e cujo dinamismo depende também de ti.
Sê Jovem connosco… sempre!
Parabéns pelo primeiro aniversário, que também é teu.
E... que venham muitos mais!

Albino Brás

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Retiro Juvenil de Advento: Comunicar com Deus através da Criação

Com o tema “Comunicar com Deus através da Criação”, decorreu no passado fim-de-semana o Retiro nacional de Advento para Jovens, na casa dos Missionários da Consolata, em Águas Santas, Porto.

Mais de 40 jovens vindos de todo o país (de outros grupos de jovens e paróquias), encontraram-se sexta-feira à noite para uma breve apresentação e para a partilha do chá missionário, um parabéns à Sara, que fazia aniversário naquele dia, terminando com a Oração.





Sábado foi o dia mais cansativo e intensivo. Despertamos às 7h30 para começarmos com as actividades, pois o dia ia acabar tarde.

A manhã foi preenchida pela reflexão individual, dirigida pelo Padre Fernando Carneiro, que nos atacou logo com uma pergunta: “Onde está Deus? – Deus está em tudo e em todos.” Depois pediu que cada um escrevesse: “como começou a história da minha vida…”.

Após algumas respostas partilhadas, fomos ver na Bíblia como é que os quatro evangelhos (S. Marcos, S. Mateus, S. Lucas e S. João) começam por contar a história da vida de Jesus.

Depois de termos analisado isso tivemos algum tempo para reflectir sobre Símbolos Cósmicos: Mistério e Harmonia – Contemplando o universo, em que é que ele me fala de Deus?

Usando as palavras do Padre Fernando: “Deus criou o homem à sua imagem e semelhança. Ter fé é ter certezas. Aos olhos de Deus somos seres únicos e especiais; seres em relação.”.

Voltamos a ter mais algum tempo para reflectir, mas agora sobre Símbolos Históricos: Pecado e Graça – Contemplando a história da humanidade, onde é que Deus se faz presente? – e tínhamos como frase chave “onde aumentou o pecado, superabundou a graça.”.





Após o almoço a Equipa Organizadora deste Retiro partilhou connosco a Dinâmica dos 4 Elementos (Terra, Ar, Fogo e Água). E, antes de partirmos para os workshops lembraram-nos que: “cada vez que deixamos uma marca, fazemos história (no mundo)”.

Estando os jovens divididos em grupos, desde o primeiro encontro, foram cada um para as salas correspondentes ao seu elemento. E começou aqui a reflexão em grupo…

- No workshop da Água, dirigida pela Andreia e pela Ir. Lúcia, após terem-nos apresentado um vídeo sobre o problema da água no mundo, lançaram-nos a pergunta: “E quando abrires a torneira e não tiveres água? Que água é que Jesus quer de nós?” Respondemos que Jesus quer que sejamos fonte de vida, de água pura, para os outros.

- No workshop do Fogo, dirigida pelo Padre Maurício, também vimos um vídeo sobre os problemas que o fogo traz para o mundo, pois este, após trazer a destruição traz a transformação. E aqui também nos puseram uma pergunta: “Quando serás a Paz que apaga o fogo das guerras?”

Ainda neste workshop fizemos uma dinâmica/jogo: Jornalistas vs. Militares.

Neste workshop aprendemos que “não é contra os seres humanos que devemos lutar, mas sim contra os sistemas / políticas / ideologias. Devemos vestir a armadura de Deus, para sermos como o Guerreiro da Luz – Cristo (que fez coisas extraordinárias no ordinário).

- No workshop da Terra, dirigida pela Marisa e pelo João, também vimos um vídeo sobre problemas de divisão de terras, em que uma pergunta também nos foi lançada: “E se amanhã acordasses e não tivesses terra para viver?”.

Aqui também tivemos um jogo, em que concluímos com uma passagem bíblica “A terra não pode ser dividida perpetuamente, pois a terra pertence-me e vós sois hóspedes e estrangeiros nela.”.

- No workshop do Ar, dirigido pela Viviana, vimos também um vídeo sobre a poluição do ar, que nos lançou também uma pergunta: “É com este ar que queres viver?”.

Neste workshop concluímos que: “o ar, que é Deus, entra em nós para nos dar vida e sai para o espalharmos pelos outros – o ar renovável. Conforme as nossas necessidades, Deus responde com mais ou com menos impacto / intensidade. Qual é então a intenção que pomos no nosso ar? – foi também uma dinâmica que se fez.

Depois passarmos pelos workshops, todos começamos a reunir as nossas respostas, para respondermos ao trabalho de grupo proposto: “Nós (elemento)… Vimos que (análise da realidade)… Julgamos que (reflexões individuais)… Portanto, decidimos (proposta de acção)…”.

Após o jantar e durante o chá missionário ouvimos quatro testemunhos de experiências missionárias diferentes feitas este ano: a Marisa com o projecto Del 8 em Moçambique; a Filipa com o Grupo de Formação do Cacém em Moçambique; o Nuno e a Andreia com a Escola de Formação Missionária de Águas Santas na Tanzânia; a Leonor com a Juventude Hospitaleira em Moçambique.

Depois desta partilha partimos para a Oração Missionária.





Foi uma oração muito longa, mas, ao mesmo tempo, interessante e necessária. O facto de nunca termos tempo para parar, para reflectir, para escutarmos as palavras de Deus, aquelas quase 3 horas ajudaram muito os jovens a pensar sobre as suas atitudes no mundo que os rodeia e também a obterem respostas.

No domingo organizamos, animamos e participamos na missa dominical celebrada na Capela da comunidade do Missionários da Consolata de Águas Santas.

A seguir apresentámos os trabalhos de cada grupo; ainda deu tempo para a avaliação do retiro e ouvir alguns avisos.

Acabámos e despedimo-nos com o almoço…





Sofia Carvalho e Paulo Mateus