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sábado, 29 de janeiro de 2011


Deolinda - Que parva que eu sou! (com letra e vídeo)

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Deolinda - Parva que sou
Música e letra: Pedro da Silva Martins

Sou da geração sem remuneração
e não me incomoda esta condição.
Que parva que eu sou!
Porque isto está mal e vai continuar,
já é uma sorte eu poder estagiar.
Que parva que eu sou!
E fico a pensar,
que mundo tão parvo
onde para ser escravo é preciso estudar.

Sou da geração ‘casinha dos pais’,
se já tenho tudo, pra quê querer mais?
Que parva que eu sou
Filhos, maridos, estou sempre a adiar
e ainda me falta o carro pagar
Que parva que eu sou!
E fico a pensar,
que mundo tão parvo
onde para ser escravo é preciso estudar.

Sou da geração ‘vou queixar-me pra quê?’
Há alguém bem pior do que eu na TV.
Que parva que eu sou!
Sou da geração ‘eu já não posso mais!’
que esta situação dura há tempo demais
E parva não sou!
E fico a pensar,
que mundo tão parvo
onde para ser escravo é preciso estudar.


107 comentários:

A. Brás disse...

Música de critica social, de protesto, de intervenção ou o que lhe queiram chamar. A letra desata música é forte e não deixa ninguém indiferente.
Parabéns aos Deolinda que, com esta música, ajudam a tirar os jovens, sobretudo os que mais se identificam com a "geração nem nem" - como a qualificam os sociólogos - do marasmo e da inacção em que a maioria se encontra. Pelo menos obriga a pensar. E, já agora, era bom que levasse também a um compromisso de fé e cidadania para a transformação, a todos mos níveis.

Anónimo disse...

"Geração sem remuneração" acho que nos define com mais clareza!

Anónimo disse...

o mais engraçado é que é uma crítica reflectiva feita á malta que é estudante....e ainda aplaudem o facto de se ser PARVO. cómico

Anónimo disse...

Anónimo, provavelmente não leu o texto até ao fim ou então não entendeu.
Pretende-se exactamente o contrário, os aplausos vão para quem, fazendo parte dessa geração, não pretende ser tido/a por parvo/a.
Interprete a letra como um grito de revolta, uma chamada de atenção, não como um insulto pois nada tem a ver.

D

Anónimo disse...

nao percebes o sentido?! é um incentivo para mudarmos o que esta mal, para dizer para! Temos que ser nós a mudar isto tudo, pq se deixarmos para politicos isto nao muda

Su disse...

um despertar de consciências sem dúvida alguma :D

Juliana Batista disse...

Esta música é qualquer coisa de extraordinário. Parece-me que com a actual a crise, os artistas deste país estão com uma excelente oportunidade para ver qual consegue ser mais intervencionista.

Anónimo disse...

Eu penso que os jovens não são participantes activos na vida democrática,fazem canções, gritam,( não sou contra ), mas no momento certo, na altura do voto, no momento das decisões, não aparecem , não votam , dizem que não vale a pena com os politicos que temos, mas então porque não se organizam para substituir os politicos e os governantes que temos.......

Um reformado de 68 anos

Rita Rocha disse...

o "parvo" é irónico. até porque no final diz, "e parva eu não sou"

Anónimo disse...

Geração "Nem, nem." Nem trabalha, nem estuda.

Anónimo disse...

Acabaram de ganhar mais um fã, só por esta magnífica música ! :D

Anónimo disse...

Mas que geraçao fala a Deolinda?
O mundo está bem assim
sou inteligente mas não me apeteceu estudar
trabalho numa textil e estou super bem
não preciso de pai nem mãe pk não os tenho
contento-me com o sufeciente...jinho

Anónimo disse...

Eu diria que é uma geração que "Nem tem presente, nem tem perspectivas de ter futuro

Anónimo disse...

PAra mim punha esta velhada toda a um tecto de 600€ de reforma. Foram eles e a sua cultura de corrupçãp e desnrasca (NAO TODOS)e os seus colegas de carteira que lixaram a geração rasca, mas não admitem que por causa deles pagamos nós, coitadonhos dos jovens é que vão pagar.
Estou farto de ouvir esta gente que fez uma revolução, porque os militares é que deram o passo, a criticar os mais novos, que não fazem, não querem trabalhar, os mais velhos é que sabem, etc. Mas a verdade é que parece que a geração de velhos que agora reclama eram todos grandes profissionais e com a produtividade mais alta da Europa. Vergonha na cara e em vez de reclamarem dos mais novos, vão trabalhar 8 meses para um shopping até as 23h sem fins de semana e sem ver os filhos para ganhar 650 e ser sempre despedido antes de passar a efectivo e procurar a mesma merda de trabalho noutro lado qualquer sabendo que ninguém passa a efectivo.
Para estes velhos andarem de carros topo de gama, às compras e a passear pelos shoppings o dia todo e ainda reclamam. Parecem admnistradores da esquina. Era uma concorrencia no mercado de trabalho que nem se compara. Parecia a China, então não se está ver que estes campeões da produtividade e democracia não só rebentaram um país em menos de 30 anos e ainda acham que os mais novos são rascas...Haviam de estar nesta posição e logo pensavam duas vezes antes de vomitar estas opniões.
Limpinho e era ve-los na rua a lutar contra os politicos da sua geração com um tecto 600 euros de reforma e claro...para os chico-espertos só uma reforma por português. E agora? caladinhos que isso não convém nada...os mais novos que se lixem e umas cunhas para os meus e mais do mesmo...

Anónimo disse...

boa DEOLINDA! adorei é a melhor musica que mais gostei condis com a vida atual, um abç a todos

Anónimo disse...

"Que mundo tão parvo/onde para ser escravo é preciso estudar".
Isto é muito forte! Muito forte mesmo, além de revoltante. Escravos com diploma é o que pedem agora. Estamos a andar pra trás!

Hugo

Anónimo disse...

COMUNICADO dos DEOLINDA divulgado nesta quinta-feira

Comunicado na íntegra:

No passado mês de Janeiro, durante os 4 concertos que realizámos nos Coliseus do Porto e de Lisboa, apresentámos uma canção nova intitulada "Parva que sou".

Esta música fazia parte de um conjunto de 4 novas canções que trabalhámos e ensaiámos com o intuito de apresentar uma delas num alinhamento especialmente feito para os Coliseus. Escolhemos "Parva que sou", porque era aquela que tinha o arranjo terminado e porque o tema que abordava nos pareceu actual.

Durante os ensaios e até em apresentações feitas a amigos nunca imaginámos a dimensão que a sua letra poderia tomar.Foi com grande surpresa e emoção que assistimos a uma reacção tão intensa e espontânea por parte das pessoas que estavam a ouvir uma música inédita.

Verso a verso, fomos sentindo o público a apropriar-se da canção e a tomá-la como sua. Foram 4 momentos especiais e porventura únicos de comunhão entre nós e o público.

Após os concertos, ao ver que o tema "Parva que sou" continua a ganhar vida através das redes sociais e dos meios de comunicação, não podemos deixar de demonstrar o nosso agrado em perceber que uma canção está a suscitar debate e diálogo em volta de um assunto actual e que julgamos da maior pertinência. Mais felizes ainda ficamos, enquanto músicos, ao constatar que a Música continua a ter este papel na nossa Sociedade.

Iremos em breve disponibilizar uma versão da música, gravada num dos concertos nos Coliseus, para que quem a queira ouvir o possa fazer com maior qualidade sonora.

Agradecemos todo o carinho que as pessoas têm demonstrado e o genuíno interesse da imprensa relativamente ao "Parva que sou".Mais não precisamos de dizer. A canção fala por si.

Anónimo disse...

Os jovens de hoje, se não falam nem protestam, é apenas porque este pais está todo minado, isto é uma rede de gente mafiosa que domina tudo e todos e sufocam aqueles que nada tem. Dão lições de moral aos mais novos, mas a verdade é que os verdadeiros democratas é a geração nova, que ouve, vê e deixa-os falar livremente, os jovens tem mais estudos, mais personalidade e mais sentido democratico. Dizendo por outras palavras, "na pocilga quem continua mandando é os porcos, mas apenas porque os camponeses não querem sujar os pés de lama"

Anónimo disse...

a história é e sempre será a mesma, 25 de Abril, diz-vos alguma coisa? aos poucos e poucos estamos a precisar novamente de uma revolução destas, a meu ver sem cravos, está na altura de despertar, acabar com o falso comodismo que temos e fazer alguma coisa por nós, mesmo sendo individualistas podemos melhorar a vida de muitos.
fica o pensamento... "O que fizeres pode ser insignificante mas é muito importante que o faças" Gandhi

Anónimo disse...

25 de Abril?!!
Por mim ainda não cumprimos o 25 de Abril. Ficou-se pouco mais que pelos discursos e pelo romantismo. portugal e s portugueses t~em medo. E ainda não sei de quê! Mas têm!
Gostei do pensamento do Gandhi. Tem toda a razão e todo o sentido.

Hugo

Anónimo disse...

Grande música porque critica várias vertentes da sociedade actual. Não só a parte da geração que "deixa andar", mas também a parte que se esforça e depois apesar disso não passam de escravos...

Muito boa critica, Excelente música!
Jane

Anónimo disse...

A letra tem a sua piada e os Deolinda igualmente têm a sua piada. O problema é que as pessoas que vivem em Portugal têm que deixar de serem "portuguesinhos". Falam contra tudo e todos no sofá ou no café, ou, como neste caso, batem palmas a uma letra com conteúdo ligeiramente "picante" em termos revolucionários (como os Homens da Luta).
A verdade é que se é para mudar "à séria" é começar por não votar nos mesmos partidos de sempre. Ou será que querem continuar com ladrões e escumalha oriunda de gentalha como Mários Soares, Sócrates, Dias Loureiro (entre muitos outros) a tomar conta do país? A sorte dos jovens que ficam encantados com as letras dos Deolinda é que, para já, os pais vão pagando as contas...
Se isto fosse um país com P grande, há muito estaríamos na rua espontaneamente, nem que seja com início em alguma rede social. O povo português, como disse um historiador, é submisso e mole. Algo que já vem da idade média.
Procuram-se comportamentos mais próximos do Século XXI.

Assinado:
O Rapaz Cuja Felicidade Não Passa Por Pagar Uma Casa a Vida Toda

Anónimo disse...

Esta canção é um grito de inconformismo,é um grito de despertar ,para todos aqueles que de forma apática arrastam os pés nesta sociedade podre, onde uma juventude partidária abre mais portas do que uma boa formação.
Sofremos todos, nos dias que correm o mais vil atentado ao homem, o de não podermos levar a vida com dignidade.

Anónimo disse...

A culpa não é minha.
A culpa não é minha que digo uma coisa e faço outra.
Faço outra não por acreditar que a devo fazer, mas porque é assim que os outros fazem.
O que eu faço não é importante. O importante é o que os outros fazem. Eu não conto. Não é com gotas de água que se fazem os ribeiros.

Anónimo disse...

Finalmente....

Anónimo disse...

Parabens aos Deolinda.

Azar é que muita gente neste país, olha para o Português como um povo tranquilo. Aceitamos tudo o que nos fazem. Aumento de impostos, aumento de horas de trabalho, diminuição de salários e regalias (para sermos os jovens qualificados com menores salários dentro dos paises desenvolvidos, etc etc) Salário mínimo que todos dizem e sabem não ser suficiente para sobreviver. No entanto, os mercedes cada vez rolam mais nas nossas estradas. Os novos modelos são muito mais caros do que os anteriores, mas não há problema, reduzimos pessoal e salarios e contratamos jovens licenciados por uma malga de sopa. Isso até de serve de exemplo aos outros.

XIIIUUUUU não reclamem porque uns têm sorte de ter trabalho em troca da malga de sopa e os outros têm a sorte de ter amigos na politica. Aos restantes, continuem a ser um povo sereno e esperem que o novo 25 de Abril apareça nas ruas per si. Como diz a outra musica dos Deolinda... "Vão sem mim que lá vou ter". Cambada de carneiros é o que nos somos. Sim eu também...

Anónimo disse...

Em Abril eu estava lá. Estava lá com uma G3 e com muita esperança que este povo quizesse iniciar uma revolução. Afinal este povo apenas queria uma oportunidade para fazer o mesmo que constestava nos outros.
Com hoje, muitos contestam o poder por não conseguirem ocupá-lo. São tão corruptos e mafiosos como aqueles que o ocupam.
Como dizia um velho camarada de armas "não foi para isto que nós começamos aquilo".
Mas este povo corrompido por muitos anos de ostracismo e espupidifação natural acabou por ser rapidamente manietado por uns quantos revolucionários de ocasião.
Só a crise os está a despertar, mas mais uma vez estão a ver pouco porque acordam tarde e sem informação suficiente.
Parvo não é aquele que estuda e se forma, mas aquele que se deixa ficar na cómoda ignorância e acaba sendo manipulado mais uma vez pelos que reclama uma revolução que não quiseram continuar quando lhes abrimos a porta e demos o pontapé de saída.
Continuar é preciso, mas sem esquecer que isso implica esforço, pois se queremos algo bem feito faça-mo-lo nós mesmos.
Mas porque gerir o poder e participar nele implica esforço e entendimento, uma grande maioria vai ficando no conforto da contestação.
Se querem ter o poder da decisão usem-no no dia a dia em lugar de se limitarem a contestar aqueles que o usam de forma menos própria porque os preguisosamente os deixamos ocupar o lugar que nos pertence por "testamento" do tal Abril que poucos cumpriram. Sejam astutos e inteligentes no exigir dos vossos direitos, sem esquecer que os direitos de uns são os deveres de outros se sois vós mesmos.
Um abraço à geração para a qual ajudei a abrir as portas mas não consegui abrir os horizontes, porque lhes fecharam os olhos e entupiram os ouvidos dizendo-lhes para estarem descansados que outros fariam a gestão do poder por si. Acabaram por entregar o ouro ao bandido.

Anónimo disse...

Uma gota não faz um ribeiro. Mas muitas gotas juntas...

Ana disse...

geração nem nem: nem trabalho nem futuro.
é incrível não verem como as coisas estão e são diferente para as pessoas de hoje, quando eu vejo os meus pais e outras pessoas com uma licenciatura com nota final média apenas terem arranjado empregos meses depois de concluirem a licenciatura que hoje nem com 4 doutoramentos se arranjaria!! e depois a culpa ainda é nossa ainda somos nós que não sei quê?? então não era maravilhoso que eu tivesse já um emprego óptimo e seguro sem o mínimo esforço??? isso n era melhor para qualquer pessoa? por acaso eu prefiro ter quase 30 anos e n ter emprego ou arranjar um emprego a ganhar 500€ (que n me tira da casa dos pais). Esta é a primeira geração que tem menos riqueza que a anterior portanto vamos a ter vergonha no fucinho e assumir que se queimaram os mercados que se tramou a vida às pessoas e que bom para quem nasceu até 1970ish temos pena para quem nasceu depois mas não inventem culpas e causas morais s.f.f!!!

Anónimo disse...

Não é grupo musical que particularmente me encante. Projeta-se, nele, um certo saudosismo de um certo embrionarismo contestatário, tentando-se colar, aparentemente sem sucesso, ao que foram as canções revolucionárias das décadas antes e pós-revolução. No entanto, aquela letra da tal canção "que parva que eu sou", tem, no seu ideário social, todas as condições para se tornar uma espécie de bandeira coletiva de uns certos jovens que não sabem realmente quem são porque simplesmente não lhes dão oportunidade para ser. Acontece que a juventude já não é a mesma. Esta, a que ouviu e se riu, no Coliseu dos Recreios de Lisboa, da apontada e simples letra da canção, é de consumo imediato. A outra, a dos protestos primeiros contra a ditadura salazarista (e marcelista) era muito menos espumosa e mais consistente. Não porque eram melhores. Simplesmente porque viviam diferente.

Anónimo disse...

A culpa não é só dos governos, é dos patrões que arranjam tachos para os filhinhos e depois põem os outros a trabalhar dia e noite por uma côdea... E ainda exigem licenciatura, mestrado, doutoramento, fotografia de cara e corpo... sim porque não basta ter diplomas, é preciso ter cara e corpo de modelo para ganhar 500€... PALHAÇOS!!!

Anónimo disse...

Como um grito de alerta, é assim que eu vejo, ou melhor,leio e entendo o poema da canção de DEOLINDA. Grito de alerta dos jovens inteligentes, capazes e preparados - mais que preparados - para entrar na vida activa e contribuir para levantar com esforço, novas ideias e trabalho, este país do "marasmo" em que estamos, muito por culpa dos sucessivos politicos de oportunidade e da cunha que nada têm feito (porque mais não sabem).É preciso mudar! É urgente que no futuro,as oportunidades sejam dadas com honestidade a todos os que as merecem e não apenas a esses JT's" que nada sabem e nada têm a não ser a tal "cunha" que faz deles políticos, gestores, administradores, etc, etc, mas de nada...Como disse alguém antes "Uma gota não faz um ribeiro. Mas muitas gotas juntas..." Portanto jovens, todos vós filhos da minha geração, reajam, acordem e tomem uma atitude. Nós os pais estaremos cá para apoiar!

Anónimo disse...

O povo de parvo, não tem nada. Lá fora, dá cartas e mostra o que vale. Aqui é comodista, sabe-lhe bem ter quem decida por ele e deixa-se pisar. Só assim se justifica, o marasmo e apatia social em que nos encontramos, quem sabe fruto da longa ditadura em que vivemos e que, está agora, disfarçada de democracia.
Já estou quase nos quarenta, estudei e muito. Não me arrependo.
A nova geração está e estará bem pior do que a minha, a menos que:
- Fuja do país (algo que confesso, já pensei fazer);
- Ou reafirme o orgulho na sua pátria e lute contra e o que está mal
O conformismo, já não leva a lado nenhum;
Há que reagir, de forma firme e inequívoca;
Os governantes têm que governar em nome do povo e não em benefício de alguns.
É preciso uma revolução, acima de tudo, de mentalidades. Temos que deixar de ser egoístas e pensar só em nós e nos nossos, porque saímos todos a perder. Os portugueses tem caído na velha máxima, do "dividir para reinar".
Acordem jovens, ninguém vai resolver os vossos problemas. Mexam-se e peguem de vez naquilo que é vosso. Não se deixem pisar como fizeram os vossos pais. Não deixem de estudar, mas aproveitem os conhecimentos que têm para os pôr em prática. Não hibernem, senão os vossos filhos (se os conseguirem ter e criar), vão ter vergonha de vocês.

Anónimo disse...

Uma carta de uma leitora do Expresso (último sábado), Joana Cansado Carvalho, diz tudo o que há a dizer sobre a geração lixada pelos direitos adquiridos. É ler e espalhar:

"Tenho 29 anos e trabalho a recibos verdes. Para que fique claro, aqui vai a tradução: sou jovem, não vivo do subsídio de desemprego; e não tenho contrato de trabalho, não gozando assim dos direitos a ele associados (baixa, férias, etc.). Não lamento a instabilidade da minha situação (...) e gosto do que faço. No entanto, escutando os nossos políticos, os manifestantes das ruas, os participantes em debates televisivos, nunca se ouve falar do milhão de portugueses que, como eu, dependem de si próprios para se sustentarem nesta época de crise. Ninguém diz, por exemplo, que o crescimento extraordinário do país que se seguiu à entrada da CEE se fez apesar da nossa lei laboral, e não por causa dela; foi o elemento de flexibilidade representado pelos trabalhadores de recibos verdes que compensou a rigidez de um sistema baseado em direitos adquiridos por uma geração que viveu o PREC - não era mais produtiva, não estava mais bem preparada, simplesmente estava lá em 1974 (...) E quem afirma, sem papas na língua, que o dinheiro que descontamos para a segurança social é pura caridade, porque nunca vamos recuperá-lo? A questão é matemática e bastante fácil de compreender: havia muito mais gente a descontar para pagar as pensões dos reformados quando o sistema foi concebido do que há hoje em dia (...) para qualquer trabalhador a recibos verdes, as recentes alterações ao código contributivo são um insulto (...) Está na altura de lembrar aos senhores que viveram o PREC e aos políticos que têm filhos e netos na minha situação que só lhes ficava bem se percebessem que o nosso futuro depende da sua capacidade de facilitarem as urgentes reformas estruturais, abdicando dos famosos direitos adquiridos que mais não são do que privilégios inexplicados pelo passado e inexplicáveis face ao que aí vem".


Pensar, agir, intervir... O que esperamos?!

Alice Gomes

Anónimo disse...

Grande Música!

Anónimo disse...

A questão não é: um mundo onde para ser escravavo é preciso estudar.
A questão é: um mundo onde é preciso ser escravo...

Tiago Santos disse...

Concordo com este ultimo anónimo. É que desta maneira, um dia destes ainda nos proibem de estudar e passaremos apenas a ser escravos...

cumprimentos

TS

Anónimo disse...

"...um dia destes ainda nos proibem de estudar e passaremos apenas a ser escravos..."
Mas o que diz a canção é que, hoje em dia, ainda que quisesses, digamos assim, ser simplesmente escravo, tens que estudar. O sistema está feito de tal maneira que estudar já não te garante nada, nem a dignidade que o conhecimento e a capacitação para trabalhar no que quer que seja te conferem. Estou a exagerar, mas parece que a tendência é essa.
Nunca houve uma geração tão bem preparada para o mercado de trabalho e a aumentar as estatísticas do desemprego ou, então, a trabalhar numa qualquer caixa de supermercado.

Hugo

Anónimo disse...

A letra representa o meu passado, o meu presente...Tb pertenço a essa geraçao. Um pouco mais velha, mas como eu digo, o meu passado e presente de muita gente. A geração q abandona a casa dos Pais nos trintas ( 35 foi o meu caso ) e aos fins de semana vai ao "supermercado" dos Pais. O dinheiro nao estica, o ordenado da para sobreviver e os pais ajudam no resto. Assim sou eu, mais muitos amigos meus. Com um curso superior e um grande sacrificio dos pais. Para quê? No final de tudo não reconhecimento académico, se nao ha cunhas encontrar o 1º emprego é muito dificil...e quando se tem a oportunidade agarra-se com "unhas e dentes" - foi o q fiz! E para quê? para não ter reconhecimento, estar sob a alçada de "velhos do restelo" e ganhar uma miséria! Q parva Q EU SOU SE CONTINUAR NESTE PAÍS...pk aqui nada melhora! Infelizmente! Adoro o meu País, mas estão me a chutar para fora!

Hélder Belim e Ricardo Henriques disse...

Ana, excelente comentário. O que acho é que o país maltrata as pessoas de valor, convivo no meu trabalho diariamente com jovens que acabaram as suas licenciaturas há 3, 4 5 anos e que são funcionários excelentes mas que continuam a ser pouco mais que estagiários, sabem porque? Porque tem pessoas que ocupam vagas na empresa há 10 anos, que andam encostadas, que metem baixas de 3 em 3 meses, que andaram anos a se aproveitarem dos "direitos adquiridos"...e não podem ser despedidos! Neste país não é importante ser bom, produzir, ser activo, nem é importante ter qualificações, está tudo viciado...meus amigos, esqueçam o "amor" ao país, porque o país não vos ama também...há por esse mundo fora imensas oportunidades para os bons, e sabem que mais??? Pagam muito bem!!! Abraço!

mpm disse...

Isto está a precisar é de um 2º 25 de Abril; não foi para isto que os militares de abril correram com os atrasados mentais da ditadura.
Instalou-se a ditadura do euro, acabou-se com a industria a troco do toma lá euros, agora os euros acabaram e todos, menos os que rebentaram com o país, estão de tanga. Eles não mudam, isto agora só na ponta do fuzil é que muda.
E vai aparecer um "fidel" e, de novo, o povo vai ser lixado, com cursos ou não.

Anónimo disse...

este país chegou a este estado lastimável porque...
porque está cheio de politicos corruptos
porque são todos iguais, desde a extrema direita até aos da extrema esquerda
porque eles criaram um sistema que lhes permite ganhar o que querem á conta do erário público

Anónimo disse...

reformas do estado milionarias...
reformas acumuladas...
ordenados milionarios...
carros...
motoristas...
viagens...
subsidios...
indiminizações milionarias...
luvas...
compradios...
corrupção...
e ainda votamos nestes gajos?

henrique disse...

Parabéns Deolinda
Esta letra é interventiva e revoltante. Confesso que me vieram as lágrimas aos olhos e não estava no Coliseu. Foi aqui em casa. A força da música pode mesmo mexer com as sociedades e fazer tremer os políticos. Que o diga o nosso Zeca Afonso e tantos outros..
Como o Pedro tem veia para escrever letras, Sugiro-lhe que arranje um tempinho para escrever uma letra onde o os ministros, deputados e presidente da República sejam pagos a recibo verde. K giro que isso ia ser. Como dizem os brasileiros Pimenta no cú dos outros para mim é refresco.
Parabéns.. trocando as vogais ao fado fica o fado do nosso país. Se todos os cerebros fugirem isto fica um depósito de escravos licenciados.. Não fujam a luta é aqui. Corram com estes merdas profissionais da política que só se governam a eles.

Anónimo disse...

Sou da geração "Vou queixar-me para quê?"

Está lá bem escrito na letra.

Acomodados e não interventivos sois.

Se vos montam é porque vos deixais montar!!

Escrever no computador blá blá mas sair á rua e protestar... isso amanha veremos se nao estiver muito frio !

Se quereis ter esta classe politica incompetente e corrupta , completamente a mando da banca e grandes empresas, continuai nos vossos facebooks a mandar fotos uns aos outros...

Na rua é que se luta. Protestando e votando!!!!

O resto sao modas! Parabéns aos deolinda por alertarem!

Anónimo disse...

Pela criação de círculos uninominais»

http://www.peticaopublica.com/?pi=P2011N5104
Pensam que os artistas que estão a mamar vão largar a teta?
Coloquem os vossos conhecidos e amigos no poder assina, deixem de ser escravos dos boys de todas as cores:

Pela criação de círculos uninominais»

...

Anónimo disse...

Pensam que os artistas que estão a mamar vão largar a teta?
Coloquem os vossos conhecidos e amigos no poder assina, deixem de ser escravos dos boys de todas as cores:

Pela criação de círculos uninominais»
http://www.peticaopublica.com/?pi=P2011N5104
...

Anónimo disse...

Deixem-se de lamurias para entreter as intelectualidades e venham prá rua contestar, partir o sistema, deitá-lo no lixo.
Em casa junto ao PC e em salas de espectáculo, pode ser bom para o EGO mas não vai adiantar.
É preciso acção forte. Caminhar para a revolta, atentar contra a injustiças, contra a situação de pobreza e exploração.
Nunca um pobre se tornou menos poder votando. Só lutando.

Anónimo disse...

Acho piada a esse saudosismo em relação aos ideais de Abril... os únicos genuínos que existiram, foram acabar com a ditadura e com a guerra colonial - e esses aconteceram (bem ou mal) e pronto, ponto final.

Os outros "ideais" de Abril, fossem dos comunistas, socialistas, sociais democratas ou conservadores, eram simplesmente ocupar o poleiro e tratar da vidinha deles, dos amigos e da família - e esses, alguns deles realizaram e os que não conseguiram continuam a querer realizar se lhes derem oportunidade para isso.

Por isso, evocar o 25 de Abril hoje, vale tanto como evocar o Salazar ou o D. Sebastião. Passou, acabou, esqueçam...

Hoje temos uma realidade bem diferente - ao contrário de outros tempos, somos livres para falar - o problema é que só somos livres para isso, porque em tudo o resto somos escravos.

Vendem-nos sonhos e esperança e em troca assinamos contratos que nos amarram para o resto da vida - é uma das formas de nos controlar e manter sossegadinhos.

Acham pouco ganhar 500 euros? Pois eu também acho.
Só que provavelmente estamos enganados, porque com esse salário miserável não somos pobres - antes pelo contrário - devemos ser até muito ricos.

Se não é assim, como é que podemos aceitar tão passivamente, do que ganhamos, pagar os impostos que pagamos, as taxas de tudo e mais alguma coisa, a gasolina ao preço a que está, os juros, os assessores e adjuntos dos governantes, os luxos arábicos dessa gente, as empresas publicas deficitárias que não servem para nada, as subvenções aos partidos, etc, etc, etc

Roubam-nos todos os dias sem a mínima vergonha e nós... cá vamos andando "com a cabeça entre as orelhas".

Apontam-nos uma "arma" (devidamente legalizada) e dos 500 euros levam-nos 490 - e o nosso pensamento é simplesmente: "Vá lá que ainda nos deixaram ficar com 10..."

Ponham os olhos nos Egipto ou na Tunísia... será que temos que chegar ao ponto a que eles chegaram para reagir?

Ponham os olhos em Espanha, onde basta um ministro meter hoje a pata na poça, para amanhã estar 1 milhão de pessoas na rua a exigir a sua demissão.

Está mais do que na hora desta gente sentir o chão a fugir debaixo dos pés e perceber que já passaram todos os limites.

Só que já não vamos lá com eleições e caras novas nas mesmas... a mudança tem que ser bem mais profunda

Anónimo disse...

Despertar de consciências???? Será que anda tudo a dormir...
Há quase quarenta anos que este país anda a ser governado por uma cambada de ladrões,corruptos e imcompetentes que ainda conseguem culpar os outros de todos os males deste país.
Isto já não vai lá só com musicas e letras...

Anónimo disse...

antes do 25 de Abril vivíamos em ditadura, não se podia abrir a boca para falar, a população era analfabeta e consequentemente éramos todos burrinhos.

depois do 25 de Abril veio a Democracia, podemos falar à vontade a até comentar on-line, somos letrados... mas continuamos a ser uns grandes burrinhos.

Anónimo disse...

com tanta tecnologia e informática custa-me a entender porque será que o sistema de governação continua a ser o mesmo de há 30 anos atrás onde eram elegidos representantes do povo, supostamente de todo o país, e que, supostamente iriam para lá durante o mandato, supostamente para defender os interesses das populações supostamente de acordo com as várias ideias e políticas (no bom sentido da palavra... supostamente).

temos o Simplex, temos o Magalhães, temos o C.U. (também aqui pergunto: supostamente?), telemóveis a energia solar e carros movidos a energia de baratas, e só ainda não temos uma forma de dizer em tempo real o que pretendemos ou que concordamos ou não com cada decisão que é tomada naquela (supostamente) assembleia de representantes... supostamente do povo. supostamente porque o nosso P.M. das tecnologias ainda não pensou nisso...

digo eu.

Anónimo disse...

Já Não Posso Mais!
Sou uma jovem de 27 anos e comecei a trabalhar aos 16 anos. Já trabalhei numa sapataria, em lojas, numa parafarmácia e em call centers. Em todos estes trabalhos fui bem sucedida, visto ser, e citando colegas e chefes 'uma pessoa inteligente, trabalhadora e atenciosa'. Claro que falta dizer que nunca deixei de estudar por isso, todos estes trabalhos foram em part-time e trabalhos de férias para ajudar a pagar os estudos: Licenciei-me com boa nota e concluí um Mestrado com melhor média ainda. E posso dizer que deu bastante trabalho. Acabado o mestrado consegui trabalho durante quase um ano como bolseira de investigação científica. Trabalho duro, para quem não sabe, pois além de exigir muito mentalmente, também é fisicamente exigente, tendo mesmo tido vários dias de trabalho de 13 horas, alguns fins de semana e ainda levava trabalho para casa (trabalho este sempre feito com vontade, sem nenhum queixume). Terminados os primeiros meses deste contracto foi renovado por mais 4 meses. Terminado este período deixou de haver dinheiro para renovar contracto e fiquei desempregada. (cont.)

Anónimo disse...

(cont.)
Sempre vivi em casa da minha mãe (que é mãe solteira e não é rica), e nos ultimos meses fui ajudando com uma parte do meu ordenado (bolsa). Agora estou desempregada e não posso ajudá-la, em vez disso sou eu quem precisa de ajuda. Nunca tive direito a qualquer subsídio, nem de desemprego, pois como bolseira não tenho direito a nada disso. Nos anteriores trabalhos nunca tive acesso a um contracto superior a 6 meses, pelo que apesar de já ter descontado para a segurança social, nunca tive direito a subsídio de desemprego. (cont.)
Procuro activamente trabalho, vou fazendo pequenos trabalhos mal pagos para me manter (dobrar circulares, etc). Tentei arranjar trabalho em lojas (não é um sonho, mas até as coisas se ‘endireitarem’) mas não consegui porque, apesar de ter alguma experiência, tenho ‘demasiadas qualificações’ e sou olhada com alguma reserva pelas gerentes e funcionárias. Nem para trabalhar nas limpezas me querem, mesmo sabendo eu limpar e passar a ferro (coisas que sempre fiz em casa desde os meus 13 anos). (cont.) Entretanto fiz alguns pequenos cursos de formação profissional para adquirir novas competências. Fazer outra licenciatura está fora de questão porque não há dinheiro e, com esta idade eu preciso é de trabalhar para poder construir a minha vida! Não tenho carro (é uma despesa fixa que não posso pagar). Não posso casar. Não posso pedir um empréstimo. Até tenho ideias de negócio mas não me concedem empréstimo: não tenho bens nem fiador. Não posso ainda ser mãe. (cont.)
Além de tudo isto e a contribuír para a minha revolta, sempre que vou a qualquer repartição pública vejo: pessoas (efectivas) que não trabalham bem, nem se esforçam por melhorar, atendem mal as pessoas e têm limitações a vários níveis. Não falam línguas, não percebem quase nada de informática, não se actualizam e, muitas vezes, nem percebem muito do que estão a fazer. Ora, posto isto... não quero ouvir comentários do género: ‘eles que se façam mas é à vida’... que ‘só por serem licenciados querem grandes empregos’, que ‘estes jovens não trabalham e só querem viver à custa dos pais’! Por mais que existam alguns jovens assim são, de facto, uma pequena minoria e tal argumento não deveria servir para ANIQUILAR UMA GERAÇÃO INTEIRA!

Anónimo disse...

(cont.) Falam de pessoas que se fizeram uma licenciatura, se esforçaram de alguma maneira para ter uma vida condigna ...uma VIDA À QUAL TÊM DIREITO... pessoas que se têm esforçado até então e nunca tiveram direito a nada! Não estamos a falar de pessoas que nunca quiseram fazer nada na vida, nem que se encostam a subsídios de insersão social ou de desemprego, que nunca se quiseram esforçar porque ‘estão bem como estão’. (cont.) Toda a minha vida me esforcei (e vi a minha família esforçar-se), toda a minha vida trabalhei para poder vir a ter algo mais que ‘uma vida em casa da mãe’... em todos os trabalhos que fiz, fi-los o melhor possível, mesmo não gostando do que estava a fazer. Sou supostamente inteligente (com um QI de 151, querendo isto dizer o que quer que seja...) mas pelos vistos não sou é ESPERTA! Porque apesar de todo o esforço, nunca tive direito a nada! E ainda penso em ir trabalhar para fora. Mas até para isso tenho que primeiro arranjar um trabalho qualquer por cá para poupar algum dinheiro, para não ir sem nada – porque NADA é o que eu tenho! (cont.)
Que país é este onde além de não haver um único governante confiável ... ainda tenho de ver e ouvir comentários estúpidos de pessoas que vêm a realidade de uma forma deturpada, ora através de lindos óculos cor de rosa: ‘jovens façam mas é outra licenciatura, e outra, e mais outra...pode ser que acertem’; ora de alguém que certamente ocupa um cargo quentinho qualquer: ‘não tenho nenhuma formação em particular, terminei o meu 10º ano, arranjei um taxo e aqui fiquei...nem tive de me preocupar ... e daqui vocês não me podem tirar...não é que eu seja muito bom profissional mas... tenho os meus direitos laborais de EFECTIVO’... enfim... Em suma, que país (e que gente) de merd*! ... e não peço desculpa pela ‘indelicadeza’! Eu tenho direito a construír uma vida, tenho direito a ter um emprego condigno que me permita fazer planos a um prazo mais longo do que os 3 meses de um contracto num call center qualquer... tenho direito a poder ter a minha casa ... tenho direito a poder ser mãe... tenho direito a poder VIVER! E são estes os direitos FUNDAMENTAIS que estão a negar a uma geração inteira! Já não posso mais. É TEMPO DE AGIR!

Anónimo disse...

pessoal vejo muita revolta e muitas insatisfações. mandamos todos uns desabafos e ninguem faz nada porque amanha temos de voltar à "escravatura".
a revolução não começa na net e como dizia o outro não vai passar na tv. somos uma cambada de apaticos, achamos bue fixe a musica e tal,revolução sim senhor,mas fica para amanha porque tenho um cafezinho combinado ou porque os saldos estão a terminar.
ninguem tem coragem de se pôr a frente e dizer que faz uma revolução...
que tal uma petição e o pessoal juntar-se para a revolução????
fazermos uma manif e todo o gajo/a que é precario e que estudou para ser escravo não ir pro trabalho. todos a frente da assembleia e parar o país?
com esta conversa toda so digo uma coisa...não temos direitos nenhuns, mas temos o dever de lutar por uma vida melhor.
esta situação toda que andamos a passar é por culpa nossa, porque não nos respeitamos e não fazemos com que nos respeitem.


como todos fazemos ....ja me revoltei esspero que alguem leia...la vou eu extinguir o meu desagrado e conformar-me com a situação tal como todos fazemos

Anónimo disse...

O QUE ESTÁ A ACONTECER EM PORTUGAL É UM GENOCIDIO INTELECTUAL

Sergio disse...

Com todo o respeito pelos Deolinda, tenho muita pena que tenhamos que bater palmas a músicas como esta, que reflecte o estado actual da grande maioria dos nossos jovens e não só.
Falta-nos acreditar e ter a coragem para arriscar possuir as vitórias que são nossas. É verdade que o poder corrói quem lá está, mas sempre assim foi, cabe-nos a nós, individualmente, fazer a diferença no nosso meio. Temos que começar a transformar o nosso mundo, a nossa vida. As "revoltas" não aparecem do nada, começam no coração daquele que decide: EU VOU CONSEGUIR.
Mentiria se dissesse que não me preocupo com o meu futuro e o dos meus, mas escrevo este comentário também para mim. Eu não nasci para ser infeliz, derrotado ou desprezado, logo, também este tipo de manifestações deve servir para me despertar, nos despertar...
Também sei que é mais fácil falar/escrever do que concretizar, mas será que estamos bem? é isto que queremos para a nossa vida?, não nos conformemos com pouco, lutemos por algo maior...
VAMOS FAZER A DIFERENÇA, CONQUISTAR O QUE É NOSSO.

Daniel M disse...

A unica coisa que tenho a dizer a todos estes comentários é:

Afinal do que é que estamos á espera para tirar de lá aqueles gajos todos e fazermos deste um novo País.

Apenas o que vi aqui foi pessoal a queixar-se, mas todos nós podemos fazer muito mais que isso, nós tal e qual como os egipcios temos força o suficiente para poder MUDAR a nossa vida para melhor e para tal a primeira coisa a fazer é tirar os governantes do poder e não deixar lá meter outros iguais.

Temos que nos começar a organizar e dar luta, ou não foi este o POVO que deu novos mundos ao MUNDO.

Daniel M.

Anónimo disse...

aqui só se vê criticas aos jovens... não foram eles que meteram o país neste estado! ;D lutemos por um Portugal melhor

Anónimo disse...

Será que houve nos ultimos tempos alguma musica que tenha abanado tanto as campainhas como a que estamos a comentar? Os comentarios que li falam de tudo um pouco, da falta de prespectivas para a juventude, dos politicos velhos e corruptos, etc..
Faço uma proposta: nas proximas eleições vamos todos votar, sim todos, mas o voto terá de ser em BRANCO.

Lia disse...

Somos poucos...muito poucos,
Os jovens têm pouca consciência ainda,
Estes comentários são poucos,
Teríamos de ter bem mais.

De que adiantaria ir para a rua, se o mais provavel é ficarmos lá "meia dúzia sozinhos", ao alto...Não concordo quando dizem que não começa aqui no PC. Acho que tudo começa por dentro e depois se concretiza externamente.

E por isso, luto com as palavras.
Luto com pensamentos positivos e com esperança.
Porque a revolução não acontece na TV, mas acontece dentro de nós.
Há que abrir os horizontes dos que estão "minados" pelo consumismo, pelos prazeres rápidos e líquidos.
E isso...começa aqui. Continua no nosso dia a dia, com coragem, com exemplo.
Não é fácil mudar a mesquinhês de gerações e gerações, mas o caminho certo nunca o é...Não é preciso dizer "não" aos filmes, às séries, aos copos, aos saldos, ao status, ao video-jogo, não temos de deixar de usufrir destas coisas fúteis, simplesmente não devemos fazer delas toda a nossa vida. Apagando os nossos cerebros constantemente.

O equilibrio não se encontra nas pontas, mas algures no intermédio e não no mesmo lugar para todos.

A revolução é sermos nós mesmos, é parar de viver uma vida que não é nossa, deixar de pensar só nos nossos umbigos e ajudar o próximo.
Não podemos, ainda, mudar os políticos deste país que está mais que certo nos arruínaram, mas podemos mudar-nos e aos que nos rodeiam, e só isto já é um desafio bravo!

Como diziam os outros "ainda bem limpamos os nossos quintais", não no sentido de nos virarmos só para eles, mas de pelo menos sermos um exemplo positivo, mostrar as garras aos que nos rodeiam, a começar pelos donos dos escravos (patrões, professores, directores, orientadores) mostrem o vosso valor, sem medo. Sejam diferentes, não abaixemos as cabeças.

É...sou uma idealista optimista. Mas vivo segundo as minhas crenças...somente quando me mostrarem que são um exemplo com sucesso, permitirei ser ctiticada pelo meu idealismo. A verdade é que tentam fazer de mim uma escrava, tal como relataram várias pessoas acima...Mas sei que estou a construir o caminho para deixar de o ser, cada vez que digo que não, cada dia que mostro ser insubstituível nas minhas tarefas, pois poderão encontrar quem me substitua, mas terão de ser 4 ou 5 pessoas e vai dar uma trabalhadeira desgraçada.

É assim que luto diariamente...

E com esperança sei...que vai melhorar e no tempo certo, quando mentes suficientes tiverem pensado nas coisas de forma aberta, positiva, com coragem, aí sim, nos erguiremos e iremos para a rua!

Anónimo disse...

Quantas pessoas conhecem que sempre foram bons estudantes,aqueles que sacrificavam férias para estudar desde a escola secundária,que nao escolheram um curso qualquer porque apenas queriam um "titulo", mas que conscientemente decidiram um profissao, quantos desses é q estao nessa situacao?

Fui/ Sou da geracao rasca, às vezes "à rasca", mas com algum esforco e muita forca de vontade segui a profissao que escolhi e sou hoje investigadora na área de biologia molecular.

Anónimo disse...

isto e o retrarto de muitos outros paises: crise economica, social, e ate mesmo de valores, com falta de oportunidads

quando se ja e pequeno por natureza e nao me refiro so ao tamanho (falo do pais que temos) e com dificuldades desde o tempo da avo cachucha, tudo se torna mt mais dificil de ultrapassar..

so gostava q me explicassem como e q e possivel q numa situaçao destas as vendas de produtos de luxo continue a aumentar?

isto ta mal pra aqueles que nao têm e que nunca tiveram!quem nao tem dinheiro nao tem voz esta e a realidade. e por isso q isto ta como ta e que ninguem se importa...

sorriam pa foto seus politicos de merd* e façam de conta que a classe media nao ta a desaparcer

Anónimo disse...

Tão bora lá fzr uma revolução!!Sai de lá o Socrates que é um corrupto, um aldrabão, um chupista...e depois???quem é que fica lá??Os do PSD?CDU?PP?BE??Yuppi até esfregam as maozinhas!!Mas não irá dar tudo ao mesmo??Eu tb sofro com esta política e esta castração total em que vivemos, mas digo e assino por baixo SÃO TODOS IGUAIS!!Gosto muito do meu país mas já tomei a decisão de ir pra fora e se querem saber façam o mesmo, quero ver eles continuarem com estas políticas da treta sem ninguém a quem roubar, mentir e pisar!!!

FM

Anónimo disse...

Ouvi e li atentamente a musica e letra dos Deolinda e li depois o forum de discussão dessa letra e do pensamento escrito de cada um e cheguei, mais uma vez, à triste conclusão que esta é uma juventude do comodismo, do deixa andar que os velhotes (pais) pagam e nós ainda lhes sacamos uns euros para os nossos prazeres ?? viciantes. É obvio que nem todos os jovens são assim como retrato e ainda bem. Mas a grande maioria dos jovens/adultos/pensantes!! deste país é aburguesada, mesmo ganhando os tais quinhentinhos, pois nada fazem para alterarem o estado da nação. Onde pára essa juventude que nem tem emprego, nem tem futuro, nem tem trabalho qualificado, etc., etc. Onde pára essa juventude !! Simplesmente nos cafés, nas discotecas, nas bebedeiras notivagas, nos concertos, nas mariscadas (pois os euros dos velhotes paga a letra do carrinho), nos facebooks e outras páginas ditas sociais, etc., etc.. Mas na rua NÃO estão eles a reivindicarem dos politicos que NÃO elegem o seu futuro, o seu trabalho qualificado, o seu emprego. E na RUA é que deveriam estar e não ser a mesma geração de sempre ( os tais das lutas reivindicativas, os do 25 de Abril, os que combateram no ultramar, os das lutas sindicais, os das greves com perca de remuneração). Mas não,uma boa parte desta juventude que NADA FAZ para alterar o status quo só se quixa de NADA fazerem, pois NADA querem fazer e assim vão "escravizando" os velhotes (pais) até ao tutano. Tenham dó e lutem pelo VOSSO futuro, se é que querem ter OUTRO futuro.

Saudações
Leão Verde

JMTinoco disse...

Realmente reconheço que sou muito parvo em aturar esta cambada de democratas que em nome da "Democracia" nos delapida a vida. Tenho de deixar-me de parvoíces e sair para a rua para correr com esta gentalha.

Anónimo disse...

Isabel Cabaço
Concordo plenamente com as música dos Deolinda
Que parva eu sou.......
Que parva eu sou não deixar de votar...
que parva eu sou ainda querer acreditar....
que parva eu sou em não ir protestar....
que parva eu sou por não lutar.....
Por isso pessoal vamos á luta tal como os nossos pais assim o fizeram, nós não nos podemos calar mais, eles fizeram-no por nós e nós temos que o fazer pelos nossos filhos e também por nós...........
Força vamos a isso dia 12 de Março 2011

Anónimo disse...

Os q ganham os tais 500 euros por mês não andam nas patuscadas como alguém o diz. Muitos dos q ganham isso, não têm voz activa pk os "paizinhos" não são burgueses...muitos deles estão em caixas de supermercado ou a vender hamburguers! Se os pais fossem burgueses, não lhes faltava as oportunidades! Essas, as oportunidades não são iguais para todos! Trabalho há 12 anos, e paguei o meu curso, a muito custo!
E agora estou num trabalho a ganhar uma miséria e com um chefe incompetente q já devia estar na reforma mas ganhou estatuto a "lixar" os outros. Mas esta realidade é igual ao resto da Europa. a diferença é q cá, não dão valor às pessoas e as "cunhas" valem muito em tempo de crise!

JoZe disse...

http://exiladonomundo.blogspot.com/2011/02/imprecisas-impressoes-musicais.html

Anónimo disse...

Não vai ser o Bloco de Esquerda, nem o Partido Comunista Português, nem o Partido Socialista, nem o Partido Social Democrata, nem o CDS - Partido Popular que vai mudar este país. O que tem que mudar este país são as pessoas. Somos nós que temos que sair para a rua e gritar alto CHEGA, ESTAMOS FARTOS. Queremos um futuro, queremos uma esperança. Os Deolinda estão a fazer o favor de mostrar que onde há esperança há um futuro. Vamos para a rua. Vamos pedir o futuro a que temos direito.

Cristina Brandão Lavender disse...

Os nossos filhos são os escravos do Séc. XXI,

Gostei muito dessa canção. Termos que voltar Às cançõpes de intervenção.
Parabéns!
cristina

Striker disse...

Protesto - Geração Rasca

12 de Março de 2011 - Avenida da Liberdade - Lisboa / Praça da Batalha - Porto

Apareçam pessoa! Não fiquem em casa! Ou então não têm o direito de se queixar!

http://geracaoenrascada.wordpress.com/

http://www.facebook.com/event.php?eid=180447445325625

Latinas disse...

Para os interessados, versão do mic da Maria Bacalhau (versão muito mais limpa de barulhos que o youtube):

http://www.multiupload.com/NDY68HGWT0

JAN disse...

A musica atesta o estado "Parvo" da geração. A recção á musica para além de confirmar esta condição junta a de "Burro".
O publico da critica devia baixar a cabeça com vergonha, a musica é uma critica á geração e não ao sistema.

Anónimo disse...

Vocês cantaram o que vai na minha alma silênciosa, muito obrigado!

Começo a ter medo do silêncio dos escravos.

Anónimo disse...

Não é em blogs q se faz alguma coisa e nem em casa. O mundo está em crise, não é só em Portugal! Cá sabemos q toda esta situação se deve em grande parte à corrupção. Devemos todos nos manifestar e com muita força para q o Mundo saiba. Juntos podemos mudar as coisas! Basta! Não foi para isto q os nossos pais lutaram por um 25 de Abril! O q ganhamos com essa revolução foi a liberdade de expressão. Essa liberdade ainda temos! Então vamos usa-la antes q seja tarde de demais, porque é a única coisa q ainda nos resta!

Anónimo disse...

eu acho que o titulo da musica n deveria ser k parva k eu sou mas sim k parvos k fomos por ter deixado essa situaçao ter ido tao longe é necessario mudar gente é necessario fazer ver k nos somos o futuro e kem sem nos estudantes e nao estudantes da nossa geraçao esse pais n avança.

Anónimo disse...

Que Parva Que Eu Sou

Este é o hino dos que desistem, dos que querem em bandeja de prata aquilo que eles têm de conquistar, dos que culpam os velhos por não arranjarem emprego, dos que também são responsáveis por aqueles que nos mandam, dos que culpam o Estado de tudo o que está mal e correm para o mesmo Estado para este tudo lhes resolver...
Triste geração que arranja um hino destes....

Anónimo disse...

A letra desta música está brilhante. Reflecte exactamente o que eu sinto e o que vejo a acontecer à minha volta. Estudamos, trabalhamos sem ser pagos na expectativa de um emprego no futuro, estudamos ainda mais, e as oportunidades apenas existem para quem tem os "conhecimentos" certos, independentemente da qualidade do trabalho que faça... que parva que eu sou em continuar a alimentar este sistema... que recursos nos restam??

Anónimo disse...

voces julgavam que um pais como o nosso absorvia tanto licenciado ainda para cima com cursos com nome quase impronunciavel "direito eurupeu, conparado, relaçoes internacionais etc , etc sou pai e empresario tenho 3 filhos e encorajo-os a tirarem cursos profissionais fazem o 9 ano e depois fazem uma area profissional que da equivalencia ao 12 e como sabem trabalhar pode ser que tenham mercado como empresario tenho essa experiencia sou gerente de centros de estetica e ultimamente tenho contratado licenciadas em fisioterapia pois saem mais baratas do que as esteticistas que nao precisam de curso superior mas tem muito mais mercado de trabalho e conseguem salarios superiores , observem e aprendam,

Anónimo disse...

É com imensa pena que se chega à conclusão que se cada um SIMPLES e SÓMENTE se esforçasse para fazer o melhor que pode naquilo que faz (independentemente da profissão) esta discussão não existiria.

"suspiro.."

Anónimo disse...

Efectivamente, e pela análise dos textos aqui disponibilizados por algumas pessoas e uma mão cheia de anónimos, chegamos à triste conclusão de que:
- Solidariedade é algo que não existe;
- Incapacidade de compreender as dificuldades daqueles que não vão ter lugar no mercado de trabalho é o que não falta;
Sobranceria de quem passou pela idade produtiva antes do descalabro da liberdade de Abril é algo que abunda;
- Há quem defenda, ainda o chico espertismo à boa moda portuguesa;
Há, felizmente quem já tenha percebido que o maior erro de Abril em termos de educação foi o fim das escolas industriais e comerciais;
- Efectivamente estas gerações, a "rasca", segundo um certo jornalista, e a que nasceu perto dessa altura, a actual "nem nem" sofrem de uma grande inactividade social, perdendo o seu papel de agente de mudança;
- Incapacidade de perceber que, se as pingas (expressão utilizada por alguém) não começarem a cair jamais o rio será formado, e essa inactividade que espera que os outros avancem é o pior de todos os venenos da portugalidade.

Em suma
- O que os "velhos" de abril fizeram ao sonho nascido nesse dia já se esvaneceu e transformou em algo mais negro que qualquer momento ditatorial anterior, à excepção da possibilidade do surgimento de músicas como esta;
- Os novos têm medo de ser agentes de mudança.

--
O Anónimo que se identifica
António Branco
Um membro da geração rasca, nascido no quente mês de Novembro de 74, inconformado militante, e, já agora professor de alguns "nem nem"...

Anónimo disse...

O maior problema na nossa sociedade é a falta de respeito e amor incondicional uns pelos outros...

Anónimo disse...

Começou com a geração rasca, agora vem a a geração nem nem e as seguir com toda a certeza a geração sem sem...
porque os déficits que este Pais gera acabará com o seu maior Potencial que são os Recursos Humanos...
Tenho pena que não haja uma cultura cívica no governo que o impessa de hipotecar o futuro das gerações sistematicamente e de uma forma exponencial e crônica...
Caminhamos para um deserto de civilização porque não respeitamos os valores da civilização...
e acima de tudo o que me revolta é ver as gerações que hipotecaram o nosso futuro com brutas reformas e quando chegar a nossa vez... não haverá reformas nenhumas para ninguem ou tão baixas que mais pareceram esmolas...

a molestia que o interior padeceu começa a chegar ao litoral...
Emigrar é uma solução, mas parte-me o coração...
CTMARTINS- Alenquer

Anónimo disse...

Em Portugal, mais de 80% da economia depende do estado.
Há concelhos onde essa percentagem cresce até aos 95%.
É um exemplo de economia centralizada ou, mais vulgarmente, comunismo.
Este estado de coisas foi conseguido nos últimos 15 anos pelo partido socialista que foi legitimado pelos votos para fazer o que quisesse. Mais ou menos o que se passou na Venezuela de chavez.
Houve uma expressão muito usada, mal, nos Estados Unidos que dizia "It's the economy, stupid".
Enquanto não desenvolvermos a economia privada, a única capaz de criar riqueza, a situação irá manter-se ou piorar se a escolha for ainda mais à esquerda.
Lutem, mas pela economia privada.

Anónimo disse...

Adoro os Deolinda e a maior parte das músicas deles, mas esta música por acaso não acho piada nenhuma... É uma opinião

Anónimo disse...

Também eu sou um membro da geração rasca nascida em 1973?! Também eu obtive o meu canudinho e andei durante 12 anos a recibos verdes de trabalho em trabalho. Mas não sou rasca. Lutei, insisti, trabalhei. E não fui parar a um call-center ou a uma caixa do supermercado porque me recusei! E saí da casa dos papás aos 23 anos com uma mão à frente e outra atrás. Passei privações, fome de coisas boas, mas nunca desesperei.
Não vos critico, jovens. Se para mim foi difícil, para vocês será muito mais.
Acho é que assim não vão a lado nenhum. Não são as músicas nem as manifestações que vão fazer a diferença.
Derrubar o governo? E quem temos para o substituir? Convençam-se que qualquer uma das alternativas será a continuação desta política. O problema não está na política actual. Está naquilo que se fez após o 25 de Abril. Os contratos sem termo, com regalias, etc. São esses pouco-profissionais que se mantêm confortavelmente nos seu postos de trabalho porque ninguém os pode por a andar, que vos estão a atrasar a vida.
Concordo com alguém que disse "Lutem, mas pela economia privada".
Só essa é que tendencialmente será mais justa, porque tem que apresentar resultados.

Não sou Anónima
Elisabete Nunes - Porto

Anónimo disse...

lamento que a minha geração (se) tenha traído, levando os jovens (ou semi-jovens já) à situação de hoje. não sei, nem posso saber se me reconheço na maneira de pensar esta geração porque lhe não pertenço. mas sei que tem mais do que razões não só para se sentir defraudada, mas também para fazer a sua "praça tahir". sobretudo porque em nome dela se destroiem o pouco que resta(va) de dignidade e ideaário, manipulando-a (ou tentando... pelos vistos, felizmente, está a acordar). também lamento (mas compreendo perfeitamente porque o não fizeram) que não tenham aproveitado para fazer da eleição de fernando nobre a primeira onda para levar e lavaer este sistema corrupto. porém, olhos abertos, se me é permitido um conselho sem paternalismos: não são só os "políticos" que aqui nos conduziram. o poder económico, sobretudo, mas também a comunicação social (informação e FICÇÃO). aguardo expectante dia 12 de março.
castro guedes, encenador, 57 anos.

Anónimo disse...

Tudo muito bonito...(os comentarios)
So lamento que seja preciso uma musica para despoletar estes comentarios e desabafos...
500 euritos por mes ? Antes ou depois dos descontos ?
Mesmo os jovens com este ordenado continuam a sair para noitadas aos fim de semana, comprar roupa de marca, andam com telemoveis de ultima geracao, tem playstations e Xboxs etc...
E queixam-se ?
Pois sim mas isso nao custa nada faze-lo aqui ou numa qualquer rede social mas quando chega a hora da verdade e fazer o que é necessario ninguem ou quase ninguem se chega há frente para fazer qualquer coisa que seja (e falo por experiencia propria (numa firma onde trabalhei foi organizada uma manif mas no dia D so 1 funcionario se prontificou a participar) valeu-me um processo disciplinar).
Jurei nao pagar nem mais um centimo a esse Inginheiro formado num Domingo a quem voces chamam de Primeiro Ministro e deixei essa Republica das(os) Bananas a que chamamos Portugal.
No dia em que queirao fazer algo serio em prol dessa Republica escrevao sobre isso para eu poder ver nas noticias.

Nao sou anonimo
Ricardo Pereira (40)
UK

jaime silva disse...

E a geração dos 2/3, em que não há lugar para 1/3 dos activos, os quais têm formação como nunca, são inteligentes e pensam ao contrário dos operários do passado, isto levará a consequências sociais graves, pois os excluidos podem ter dificuldades e não estão isolados, pelo que o contacto entre os que nada têm e os que trabalham para angrariar o minimo da sobrevivência e os detentores das riquezas arrancadas por miúdos á esmagadora maioria será RADICAL. Quem sobreviver verá.

Anónimo disse...

gostaria que a geração "parva" escrevesse sem erros ortográficos.
As dificuladades de hoje são comparáveis aos dos anos oitenta, porque eu estava nos mues vinte anos, século passado. Consegui a licenciatura e com o EMPREGO MISERÁVEL, sem viver em casa dos PAIS.
HOJE SOU EMPRESÁRIA! e dou muito valor ao meu esforço e nunca ter tido coragem DE BAIXAR OS BRAÇOS.
Talvez por ser empresária não aceito "empregados" que não falam bem e que não escrevem bem.PACIÊNCIA
Vencerão os que não dão erros ortográficos!!!E NÃO SÓ. VENCERÃO OS QUE MERECEM.
Obrigada
AMIGA DA VIDA, 54 ANOS EM 2011.

Anónimo disse...

A "Amiga da Vida" tem toda a razão: como é possível com computadores e correctores ortográficos os portugueses escreverem tão mal?
E com a aberração do 'acordo ortográfico' ainda vai ser pior.
Aqui fica a lista de alguns erros graves de hoje em dia:
PASSARÃO é futuro, PASSARAM é passado (atenção Ricardo Pereira, UK!).
PASSAMOS é presente, PASSÁMOS é passado.
À (atenção ao acento grave) é a contracção de a+a, significa 'ir para', HÁ, forma do verbo Haver.
DISPONIBILIZA-MOS: errado! é DISPONIBILIZAMOS. O refelexivo é DISPONIBILIZA-NOS.
Outros erros muito comuns prendem-se com a pronúncia das palavras:
BÁCTÉRIA deve ler-se BACTÉRIA com o primeiro A fechado; como em muitas línguas 'ocidentais' a dupla consoante abre a vogal anterior excepto se a consoante a mais não é muda; por outro lado, como regra geral as palavras portuguesas são graves, acentuadas na penúltima sílaba, excepto quando têm acento; EXCEPTO lê-se 'excéto' porque o P é mudo; outros exemplos de como se devem ler as palavras: 'ácção', 'accionista' (excepção), 'corrétor (corrector)' e 'corretor (corretor)'.
Por fim, um erro muito comum nas pessoas iletradas, explícita ou implicitamente: 'doijanos' em vez de 'dois anos', 'mêjanterior' em vez de 'mês anterior', 'urricos' em vez de 'os ricos', etc., enfim, a anulação do S.
E o que vão dizer e escrever os idiotas que adoptarem o tal 'acordo'?
Fato (para vestir) e fato (acontecimento)?
Redação, ação, otimo, correção, fatual,... (leiam sem aceutuar as palavras e vejam se percebem o conteúdo à primeira!).

Olly disse...

Dois excelentes artigos que colocam lado a lado a opinião de quem VAI à manif do dia 12 e de quem NÃO VAI:

Ver
Por que é que NÃO VOU participar no protesto da "geração à rasca"?

Por que é que VOU participar no protesto da "geração à rasca"?

Jacques GAILLARD disse...

Tengo 60 años, vivo en Madrid (não falam português), y me consta que nuestras sociedades han hecho grandes progresos económicos en los últimos 30 años. El problema, es que en lugar de ser compartida, la riqueza ha sido concentrada en las manos de unos pocos. Y estos pocos son reacios a admitir que si no quieren pagar un precio digno para el trabajo, están creando una generación diplomada, pero perdida. En España, los llaman los "mileuristas", si es que alcanzan los mil euros al mes.
Y si como ninguna generación está dispuesta a estar perdida sin defenderse, el egoismo de los primeros puede desembocar en reacciones violentas. La democracia es buena cosa, siempre y cuando se acompaña de la libertad económica... y no únicamente la de ser pobre.

Anónimo disse...

com esta musica ganharam um fã, amanhã vou à manifestação......se é que resulta....n sei .....mas vou.
Abraço

Anónimo disse...

Este é um problema de um mundo a ruir. Mais do que um Governo, está em causa o paradigma de princípios e valores que têm vindo a dominar a construção e a evolução da sociedade. Não é suficiente mudar as pessoas, o governo, as políticas, o que precisa de mudar são os pilares sobre os quais assenta o desenvolvimento da sociedade. O que precisamos de mudar é recentrar o Homem no centro do desenvolvimento da sociedade em detreminento da ditadura de modelos que escravizam o Homem. Hoje a economia não está ao serviço do Homem, há muito que o homem é que está ao serviço da economia, que o escraviza.
A geração à Rasca era há muito previsivel, ela é a evolução da geração rasca e neta da Geração Yuppie. O que se poderia esperar de uma Geração Yuppie obsecados por modelos exclusivamente quantitativos.
Vivemos num mundo onde se ensina que o objectivo de uma empresa é a maximização do lucro, quando se deveria ensinar que deveria ser o da optimização do lucro. Parece a mesma coisa? Mas não é , existe uma grande diferença :

Maximizar é esmagar ao longo da cadeia de valor.

Optimizar é distribuir ao longo da cadeia de valor.

Não vivemos num mundo com problemas de produção, vivemos num mundo com probemas de distribuição.
Não vivemos num mundo de cooperação,vivemos num mundo onde alguns se reconhecem no direito de tudo ter e não reconhecem nos outros esses mesmos direitos.

Mudar este estado destas coisas tem de começar na alteração das mentalidades e das consciências e isso leva décadas, séculos (quiçá).

Um Escravo

Anónimo disse...

Obrigado aos Deolinda por esta canção.
Era um puto quando se deu o 25 de Abril de 74, mas apesar dos tenros 7 anos, apercebi-me que algo mudara. O meu pai era tipógrafo e em nossa casa, tínhamos livros escondidos, por se ter medo que alguém visse e lesse as lombadas. Com o 25 de Abril, lembro-me que das primeiras coisas que o meu pai fez, foi tirar as capas falsas e expor na estante os livros que antes tinha medo de ter e ler.
Com a mudança, acreditámos que iria haver democracia e o medo, passaria à história. Mas com o desenrolar dos anos apercebi-me que o que aconteceu foi, tal como George Orwell conta no seu conto "O Triunfo dos Porcos", que aqueles que retiraram os ditadores do poder, eles próprios se tornaram subtis ditadores. Fizeram as coisas para agradar a eles, aos amigos e a quem lhes podia fazer frente. Assim, hoje constatamos que as esferas superiores da sociedade continuam bem (se não melhor que antes) e o povo quase na mesma. A ele, deram a liberdade de expressão, para que possa gritar que é livre, mas retiraram ao estado a parte do escutar e assim as vozes não lhes chegam nem os incomodam. Gritar para quê se ninguém nos escuta...
Com a liberdade, deu-se também ao povo a oportunidade de estudar, de se cultivar. E o povo estudou e cultivou-se. Mas tal como no antigamente, a cultura e a instrução são armas perigosas nas mãos adversárias. Os políticos (governos), retiram-nos as hipóteses de usar essas armas ao serviço da sociedade. Por isso o desemprego, a exploração dos jovens a precariedade geral que grassa como uma enorme barreira encontrada para travar o avanço daqueles que têm agora em seu poder o saber, o conhecimento e a cultura e que deste modo tornaram-se inimigos/concorrentes dos instalados, que muitos estão nos cargos não por possuírem curriculum à altura das exigências, mas por terem amigos colocados à altura.
Presentemente, vivemos um momento em que a parte bem instalada da sociedade protege-se da outra parte, fechando-se em si mesmos, por terem medo de perderem a posição e o que conquistaram, os outros, lutam pelo futuro, mas também com o medo de perderem o pouco que alcançaram.
A sociedade está desequilibrada e com medo, com uns a viverem às custas dos outros e a subjugarem o próximo.
Não está em causa o ser rico ou o ser pobre. Não, o que está em causa são valores. O ter e o dar o devido valor às pessoas.
Em suma, que ninguém se julgue parvo(a) por estudar, por saber mais, essa é a arma que sem se aperceberem está a ameaçar quem está acima.
Jovens, nunca desistam de aprender e de estudar. Vocês serão sempre os artífices da nação, não desistam nem se acomodem, porque o vosso tempo virá.

Anónimo disse...

estamos a comentar o quê? algum governo em especial ? alguém em especial ? é que não entendo ... fala-se fala-se mas nada de construtivo! somos um povo fadista.
país de gulosos, aqui vão várias questões:
1. as centrais sindicais têm empregados a recibo verde ? e temporários?
2.os construtores civis utilizam qualidade/preço nas casa que por acaso saõ o nosso lar?
3.Propostas válidas para sair desta embrulhada de crise que nem começou por ser nossa ?
4.Crise à quantos anos ?
5.Todos os dias que me desloco para o trabalho nas filas de trânsito é o chega para lá do costume com o egoísmo típico!
6.Somos vaidosos e invejosos ?
7. um país é o seu povo a sua cultura no meio disto tudo onde fica o civismo? é fácil criticar os governos e o nosso papel?
assina: geração enrascada !

Anónimo disse...

De musical, pouco tem...a letra é rasca q.b.
Se isto foi necessário para despertar consciências, onde andaram até agora? Onde param quando há eleições?
Face a tudo isto, escolher entre políticos (corruptos) e esta geração para governar, deixa muito a desejar...

Anónimo disse...

Acabou-se a fartura.
Acabaram-se os excessos, o optimismo desenfreado, a ganancia e as aparencias. O querer ter um carro melhor do que o do vizinho para se estacionar pomposamente e mostrar que se esta bem na vida.

Sou da geracao que cresceu no Boom. Nos crescemos a acreditar que tudo era facil e tudo era possivel. Que as casas valorizavam para sempre. Que todos quase todos os luxos estavam ao nosso alcance - bastava pedir um emprestimo.

Agora chega a altura das vacas magras e aqueles que criaram a bolha ficticia de riqueza estao calmamente a retirar-se para as suas reformas confortaveis. Cabe-nos a nos aterrar no mundo real e conserta-lo.

P.S. Desculpem a falta de acentuacao, mas sou uma licenciada que teve de emigrar, e no UK nao ha acentos

Anónimo disse...

para ti anonimo de 2 de fev so te posso dizer em dez por cento daquilo que dizes eu concordo no resto nao tenho mais cerca de 20 mil portugueses que nos tenham enganado e que issi de ter 600 euros de reforma talvez para ti seja uma grande medida so eu descontei para nes ta altura estar reformado com o dorbro e estou a ver que nem issi vou levar por {culpa de voces talvez tenhaandado a descontar para palhaçoos como tu } por mim ja tinha dado o lugar para que alguem tivesse uma vida estabilizada agora nao culpes os velhos por aquilo que estas a passar pois eu como muitos outros ja fisemos o que deviamos nao fossem os politicos curroptos e os fmi e afins alem de alemanha , frança e outros a quererem governar paises soberanos e haver ladroes nos governos como tem havido ate aqui por issi cuidado quando se poem os ovos tos na mesma cesta que tenha s uma boa reflexao ouvindo finalmente alguem dar um grito de alerta como os deolinda parabens e força nao se deixem intimidar se eles soa muitos e com poder nos sermos muitos mais e de certesa com muita mais força que mesmo sem o poder economico por detras para a frente portugueses o pais ainda e nosso penso eu

Anónimo disse...

Estamos para aqui a falar e não fazemos nada? vamos masé nos por a lutar contra esta desigualdade, não basta vir para aqui, ou para outros blogs, disser que está mau esta situação, vamos lutar pelos nossos direitos, todos juntos iremos vencer, sem qualquer medo... Dia 25 de Abril sairemos todos á rua para combater por um país mais justo... bora lá dez horas nos aliados no Porto dia 25 de Abril de 2010, levem cada um o seu cartaz, e assim ouviram a nossa revolta. Portugal em desenvolvimento é o que queremos, não um pais pobre, sem esperança...

Anónimo disse...

"Não existe maior escravo do que aquele que acredita ser livre" Recomendo a todos que assistam ao filme e documentário Zeitgeist, disponivel na internet e apoiado por todos aqueles que desejam um mundo livre e justo para todos!

Anónimo disse...

Deolinda editam hoje registo ao vivo de "Parva Que Sou"
O registo do concerto dos Deolinda no Coliseu de Lisboa em janeiro (a atuação que fez disparar a popularidade da banda em torno do tema "Parva Que Sou") é editado hoje num DVD/CD.

Ler mais: http://aeiou.expresso.pt/deolinda-editam-hoje-registo-ao-vivo-de-parva-que-sou=f689199#ixzz1eLfTKt6S

Anónimo disse...

Cada vez mais ATUAL...com estes políticos formados nas JOTAS, como é possível o nosso PAís progredir...

Anónimo disse...

A "Amiga da Vida" que, do alto da sabedoria dos seus 54 anos, criticava a minha geração e a sua correcção no tratamento da Língua Portuguesa, escreve coisas como "dificuladades", e troca-lhes o género do feminino para o masculino... Dizia que não contratava pessoas que não escrevessem bem, e pergunto se seria para que alguém tratasse bem o Português nessa empresa, já que a patroa não o fazia...

As falhas no Português são uma acusação estúpida para fazer a toda uma geração, especialmente com as agressões gramaticais e linguísticas que se lêem e ouvem de pessoas da sua idade. De pessoas que tanto se gabam de uma educação mais rígida e de uma fantasiada superioridade cultural e linguística esperar-se-ia um Português mais cuidado, senão impecável...

Aprenda que a inteligência e a correcção ortográfica ou linguística não são questões geracionais mas culturais e individuais... E que deve limpar o próprio quintal antes de apontar o dedo ao dos outros...

Quanto a comparar as dificuldades, nem me vou pronunciar...
Um "parvo" com 25 anos, em 2014.

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